MINHA VIDA É UM PALCO

MINHA VIDA É UM PALCO
Somos como atores neste palco que é o mundo, as cenas são os dias e noites, e o roteiro quem escreve é a VIDA!A vida depois dos 60. É começar novo, novos horizontes, um mundo diferente e muito mais LEVE! A gente está sempre começando, sempre aprendendo...E aos 60 anos, a gente nasce de novo! A minha Infância da Maturidade! COMO SERÁ NOS 70?Na minha ADOLESCÊNCIA da Maturidade...CHEGUEI! Cheguei chegando imaginando a vida toda...70 ANOS! BÓRA LÁ QUE A VIDA TÁ PASSANDO!!!E até uma PANDEMIA!Nunca pensei ...De repente, ficar presa em casa, sozinha. Se sair, o CORONA VÍRUS pega. Horrível todo mundo sem se tocar.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

MEGAPRODUÇÃO: O OSCAR VAI PARA...





... O CARNAVAL DO BRASIL!
Isso mesmo! A maior festa popular DO MUNDO!O Carnaval do Brasil, se fosse um filme, teria um Oscar HORS CONCOURS. Organização, roteiro,atores, direção, produção,  participação, alegria.Seria assim:

BASEADO NA OBRA DE...

De um povo: O POVO BRASILEIRO.
A cada ano, a História está sendo escrita.Pelo POVO.  O povo que mais parece retalhos de uma imensa colcha coloca suas cores, sentimentos, hábitos e costumes nas celebrações que remetem às manifestações artísticas de desejos, delírios, ansiedades: a LIBERDADE de escolha.Vai quem quer.

ROTEIRO
A Saga de uma população de cultura miscigenada, que recebe todos os povos do mundo.Raça, religião, gênero, posses, tudo se funde numa direção: FOLIA. Folia: uma palavra que só no Brasil é o nome de um sentimento: dança, brincadeira, diversão.Só.
Um país de dimensões gigantescas e diferenças regionais marcantes, tem um fio que liga todas as pessoas: a espontaneidade de um povo ansioso por felicidade. Das senzalas às ruas e salões, o roteiro é o mesmo. Todos foliões, naquele instante único.  A cada momento, a tecnologia se expande e faz as pessoas se reconhecerem e se aproximarem, rádio, internet e, sem contestação, a televisão insere a marca da rua. Dos blocos de vila às escolas de samba, a ideia de festa chama para a praça, e a praça é do povo.

PRODUÇÃO
O produtor tem que se virar com o que tem. Do lixo ao luxo, a fantasia está na Fantasia, concretizada em flores de plástico ou cetins e pedrarias. Da lata à cuíca, os instrumentos precisam virar samba, batuque, forró, frevo...A criatividade manda - e a grana também. O desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro deste ano - 2016 - são a prova dessa MEGAPRODUÇÃO. Até hoje, nunca tinham atingido esses efeitos especiais. A tecnologia ajuda muito.

ATORES
Protagonistas, todos se sentem.É só botar o pé no bloco, no salão, na rua, na avenida, que a pessoa tem um único objetivo: diversão.Cantar, dançar, cantar e dançar, e pular, e qualquer coisa.E aquele momento é só seu. Quem se importa com roupa, lamento. Carnaval não tem classe, não tem casta, não tem graduação. A roupa é um adereço. Por dentro, é um sentimento brasileiro, que não tem definição. Carnaval só existe com gente.

FIGURINO
As Escolas de Samba têm uma história a contar. Das roupas mais luxuosas ao abadá mais barato, quem tem dinheiro gasta mais, é um concurso de imagem e som. Quem não tem dinheiro, inventa. Ou sai de cara lavada nos blocos da rua. A roupa é parte da Fantasia.

MÚSICA
Nesta hora, ninguém faz som como o brasileiro. NINGUÉM em todo o mundo consegue batucar um samba como nós. Sacudir-se até com uma caixa de fósforo. Gostamos de música. Nossa música é alegria, tristeza, elogio, ofensa, amor, traição porque vem sempre da alma. Nossa música é universal.Qualquer coisa vira música. Música não tem gênero, nem cidade, nem estado, nam país.Surge assim, do morro, do pampa, do litoral, do sertão, do centro.  Música do BRASIL.

MERECEMOS O OSCAR, com certeza!

Alguém comentou que a gente se preocupa com futilidades quando há tanta coisa séria para se resolver neste país. É uma opinião. Respeito, mas não concordo. Futilidade é algo que não é necessário. O CARNAVAL é necessário ao povo brasileiro.
Aprendi que rezar juntos na igreja ou em qualquer outro lugar fas um clamor se propagar no Universo e uma energia positiva se forma, quem sabe um deus ou Deus ouve.
Imagino esse Universo recebendo a energia de um Brasil que grita junto,imagino  essa ovação em todo cantinho deste gigante fazendo algum ruído, com certeza, vamos ser ouvidos.O importante é JUNTOS. Não é futilidade: O CARNAVAL é identidade.
Neste ano, 2016, um ano marcado pela desilusão com nossos políticos, pela decadência de um sistema do qual nos orgulhávamos, pela volta do monstro da inflação e do desemprego, com a saúde adoentada e a sociedade corrompida pela desonestidade de quem nos parecia gente de bem, saímos às ruas para gritar que estamos vivos, que precisamos ser felizes.Acreditamos neste Brasil. Festejamos NOSSO Brasil.
Agora é voltar ao Trabalho. Pois tem mais gente que trabalha do que gente que critica, tem mais honesto que ladrão, tem mais Esperança que desespero.Pobres dos que ficam assim, só vendo defeito.Nós somos ricos. A hora foi de se divertir. Aproveitamos bastante. Recebemos até um OSCAR.
 Nosso País é uma Epopeia.  



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

PENSAMENTO CHICLETE


Sabe aquela música que cola, passamos dia todo cantando de qualquer jeito, nem queremos mais, mas não adianta, fica aqui,piscando como néon? Só com uma lobotomia para deletar do cérebro. 
Pois acontece também com alguns atos e fatos e frases e insinuações e críticas e comentários que ouvimos de parentes, amigos, filhos...até em rádio e TV...E quanto mais próximo da gente é o próximo que falou, mais chiclete se tornam as palavras, os gestos, os olhares...
Com certeza, nesta fase da vida que chamamos de terceira idade, ficamos mais sensíveis, temos muitos momento de reflexão e acabamos criando um monstro onde havia apenas um sapo.Ou uma perereca. Vemos e ouvimos. 
Ao invés de falar, argumentar, defender nosso ponto de vista,como faríamos nos nossos vinte e poucos anos, preferimos calar para evitar as discussões que podem se transformar em ofensas e talvez em brigas, com palavras duras que serão mais complicadas de esquecer. 
A palavra nem sempre diz o que se quer dizer,palavras são externas,concretas;criam vida própria e nunca mais voltam,  às vezes, a palavra magoa e separa - mais do que as reticências...
Então, engolimos o sapo e o monstro surge, dias e noites aquilo martelando, imaginamos tudo que podíamos ter dito e feito, criamos verdadeiros tratados filosóficos, "eu deveria ter dito ou feito assim...""não podiam ter me machucado daquele jeito", "a gente não merece tudo isso", e daí vai...
Até o dia em que OU matamos o monstro chiclete, OU o monstro se larga e aí a coisa pega mais...OU esclarecemos as coisas. OU ninguém se lembra mais de nada disso, foi um monstro que passou em minha vida...e só eu fiquei todo esse tempo sofrendo, OU rola o maior barraco e o grupo todo se revolta,diz o que quer e ouve o que não quer  e eu sou a megera da vez, "foi ela que começou".
E o que é pior: neste exato momento, estou com mais dois chicletes, nem dormi pensando, acho que vou engolir o sapo e matar o monstro...ou será melhor já matar o sapo?Uma lobotomia, por favor!

                                                  ( imagens pt.dreamstime. com e br.deposiphotos.com)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

PESSOAS DESAPARECEM



                                                                                                             

Nunca prestei atenção.Hoje me deu um clic.
Como as pessoas desaparecem de nossas vistas. E de nossas vidas!
Professora por muitos anos, em escolas tão diferentes, nem tenho ideia de quanta gente passou por minhas salas de aula. Pessoas alunos que me marcaram ou não, alguns tenho de novo no meu Facebook, a cada postagem volta a lembrança...e como é bom lembrar a energia da juventude que sacudia todo meu dia e me desafiava a cada hora. Eu me obrigava a me reciclar a cada aula. Mesmo conteúdo, 30, 40 alunos me olhando, e eu precisava que entendessem meu recado. Alunos são pessoas que passam muito rapidamente, mas foram anjos de luz... 
Pessoas colegas que nunca mais vi, nem no Face, outros que encontro hoje e me surpreendo, continuam os mesmos. Muda a carcaça, o invólucro, mas a essência continua a mesma, as brincadeiras, as frases feitas, e as novidades, a família, o que aconteceu...
Pessoas artistas, cantores, atores, pintores, escritores, participam da vida na hora da emoção, alguns entram e ficam latentes, cada um numa dimensão especial.Muitos apenas passam.Desaparecem.
Pessoas parentes, algumas continuamos no Face, algumas nos abraçamos, algumas sumiram. 
Pessoas desaparecem do Planeta Terra, morrem. Somem, até do coração. 
E tem as pessoas conhecidas. Conhecidas, sim, pois as desconhecidas eu não conheço.Não aparecem, por isso, não desaparecem. Mas as conhecidas, eu conheço mais ou menos, converso, comemos, bebemos, rimos, até trocamos confidências...Algumas passam e nunca mais. Outras, vemos ocasionalmente.Muitas se vão... 
Pessoas me deslumbram. Adoro observar. E quantas desaparecem!
Pessoas são abstratas.  

                                                                                       
                                                                                                                 imagens pt.clicpart.me

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

CAFEZINHO para encerrar o ano...


Compras de fim de ano. Roupas brancas.Quem sabe, uma tiara com flores. Eu e Mirinha no shopping. Coisas que A-DO-RA-MOS fazer, nós, que vivemos sessenta anos em cidades do interior da fronteira, agora na capital dos shoppings, sempre deslumbramos com cores, luzes, gentes, vitrines que mostram paraísos. E a decoração de Natal, cada ano com invenções para as fotos dos papais babões com os filhos fazendo pose.Tudo muito certinho.Previsível.
Os pés doendo, vamos um pouco na praça de alimentação. Quero comer porcaria, como Mirinha chama minhas frituras, mandioca com bacon e tiras de frango frito. Mirinha come sushi e sashimi.Light.
Cada uma com uma senha, não tem mesa vaga, vamos ter que comer em pé? Vou buscar meu pedido, bem a tempo de ver um homem convidando Mirinha para sua mesa. Quando volto, eles estão no maior papo, já velhos conhecidos, preciso tirar a bandeja para conseguir acomodar meu prato na mesa.
- Bella, este é o Chiquinho...Chiquinho, esta é Bella...
Aperto a mão do Chiquinho. Muito prazer, eu sou amiga da Mirinha, de onde vocês se conhecem?
- Daqui, ora - diz Mirinha - Chiquinho me convidou para a mesa dele.Também gosta de comida japonesa.Temos tudo em comum. 
Em segundos, eles já tinham tudo em comum. Será que eu estava sobrando?
Ofereci mandioca frita com bacon e frango frito só. Eles comeram quase tudo. 
- Vocês moram sozinhas?
Pronto. Minhas antenas cresceram.Será um assassino de senhoras gostosas? Analisei a figura: um homem médio, cara média, linguagem média, falava esses e erres, jeito médio, parecia um cara normal. 
Mirinha fez aããã, com a boca cheia -com MINHAS mandiocas, o sashimi desmaiado, desprezado, jogado.
- Moramos cada uma em uma casa - falei, observando a reação do agora íntimo Chiquinho.E o senhor?
Que ridícula essa mania de uruguaianense tratar todo mundo de senhor e senhora.Mas o Chiquinho tinha cabelos brancos... Que culpa eu tenho da boa educação que papai me deu...
- O senhor está no céu- falou o coroa. Trabalho aqui perto. Venho almoçar no shopping, é uma terapia, desestressa.
Me deu uma vontade de perguntar de que família tu és...o que tu fazes...aquelas perguntas típicas que mamãe e vovó faziam...agora a gente não pode nem perguntar se é casado, pega mal...é antigo.
- Querem tomar um cafezinho no meu consultório? É pertinho daqui.Ou vamos pra casa de vocês - o Chiquinho virou Chicão.
Fiquei olhando para Mirinha. Ela continuava comendo meu frango frito, o sashimi abandonado,a Mirinha achando tudo normal. Limpou os dedos, bebeu o suco todo,olhou bem na cara do Chiquinho:
- Cafezinho? Quem quer cafezinho?

- Cafezinho, sabe como é - explicou Chiquinho,assumindo seus cabelos brancos e a camisa polo com o jacaré verde - cafezinho é desculpa, a gente pode fazer muitas coisas, tá entendendo?Você mora sozinha, tudo bem?Vamos os três.
 Tudo que é safadeza me passou pela cabeça. Que vai acontecer? Estava eu dentro de uma história. Nem sei quantos tons. E a Mirinha nem me olhou. Saiu assim:
- Meu novo amiguinho, seguinte: terça e quinta é dia do Jorjão. Segunda, quarta e sexta, é o Jorginho. Sábado e domingo é dos netos et family. Já está lotado. Não tem mais vaga.
- Jorjão e Jorginho? É uma dupla sertaneja?- Chiquinho riu.
- Não, querido. São meus cuidadores. Como eu moro sozinha, eles FICAM comigo nesses dias. Sabes, cuidador de idoso? Contratados. Carteira assinada.Jorjão tem 23 anos e Jorginho, 19. Um é saltador de parapente e o outro faz judô e jazz.Meus cuidadores. Cama, mesa e banho. CAPICE?
Precisava humilhar, Mirinha? O Chiquinho murchou que nem o peixe cru. Peguei o sashimi, ressuscitei no shoyo e engoli-o,o,o. A cara do Chiquinho... 
Boa história pra contar de despedida de ano. 
Cafezinho...

Adeus, 2015. Mais um ano, menos um ano. Graças pelo que se foi. O que virá, será surpresa.






sábado, 28 de novembro de 2015

ABRIGAR REFUGIADO? COM MULHER E BEBÊ?


                                                                    imagem noticias.uol.com.br
A história é minha. Eu estava presente na festa de encerramento da Universidade da Maturidade do Positivo. Passei meses proveitosos em todos os sentidos ali, no Campus da Praça Osório. Conheci novas e interessantes pessoas, fiz amigos, ampliei minha vida. Esta vida que é eterna, mas finita. Por isso, eu sinto. Se fosse sólida,a vida, eu a comeria, se fosse líquida, eu a beberia.Como é eterna, quero vivê-la até o infinito. Por isso, tem momentos que preciso registrar para que não fujam...                                                                       

A festa estava animada, danças, teatro, poemas, canções, emoções, alunos e professores confraternizando. Mas ainda faltava o nosso professor de Espiritualidade. O Teólogo Prof. Ms. Renato Barbosa, que consegue ativar todos os neurônios, deuses e demônios da minha cabeça.  
Foi assim que ele falou ( ou quase assim):
"Desculpem o atraso, mas eu estava atendendo uma família de refugiados. Eles não têm onde ficar, já bateram em muitas portas, ninguém lhes dá abrigo. Estão longe da terra natal, cansados, famintos, com fome e frio. Perseguidos pela barbárie, vítimas de poderosos,fugindo da própria Pátria. Perseguidos.Essa família já bateu em várias casas e só encontram portas fechadas. Um casal, com um filho."

Eu já me colocava no lugar das "portas fechadas". Já vi haitianos, sérvios, iraquianos buscando abrigo. Na TV, ou ao vivo e em cores. Milhares morrem todos os dias tentando chegar a um lugar para viver.(?) Nunca teria coragem de abrigá-los em minha casa. E desde que nasci, tantas pessoas nas ruas. Brasileiros, como eu.  As pessoas têm medo de abrir as portas. Pelo contrário, nós enchemos nossas casas de grades. Esses pensamentos me acusavam de egoísta, de preconceituosa. E não era só eu, via meus colegas se mexerem, assim, incomodados.Será que ele iria pedir pra nós o abrigo pra essa família?

A voz do Prof. Renato me tirou do instante reflexivo:

"O nome dele é José. Sua mulher, Maria. 
E o bebê se chama Jesus."

Não sei contar tudo, mas foi quase assim. Eu não conseguia falar. Engasguei. Meus colegas silenciaram todos. A história se repete.Todo dia, toda hora.

Quem abrigaria um refugiado, com mulher e um bebê?

( Talvez um cobertor velho, um pão amanhecido,  e que se acomodassem embaixo da marquise do edifício...Jesus, Maria e José. Na Terra Prometida...)

Doeu? Doeu.


domingo, 1 de novembro de 2015

AS NOVAS ADOLESCENTES


Na Globo, a Gisele falou de sua vida.A Gisele Bündchen.Aposentada das passarelas.
No consultório, a Mirinha falou da sua.Vida da Mirinha. Professora Aposentada sexy. Sexygenária, assim se acha.

No Fantástico, Gisele contou que estava se descobrindo.
No Consultório, Mirinha contou que estava invisível.

A Gisele diz que precisa de tempo pra se conhecer.
A Mirinha diz que ninguém mais a conhece.

A Gise defende a família com garras e dentes, mesmo com um marido famoso, lindo e galinha. Amo minha família - diz.Ou seja: É minha, de Gisele, ninguém mexe.
Mirinha ama a família, mas está em crise pois os filhos(filhos? melhor não tê-los,mas se não tê-los, como sabê-lo?)não entendem a sua sexygenariedade e brigam com ela.

Fiquei assim, Ó, sem palavras, pra explicar à amiga(Mirinha, claro) que toda família tem problemas. Até a Gise.Está tentando se encontrar. E a Mirinha, está a se perder...
Será a psicóloga de cada?
A psico da Gise diz que ela tem que se dar um tempo, fazer Ioga, brincar com filhos, ficar cada vez mais linda e rica, "Se encontrar".(no castelo que construiu  ,com todas as empresas e  empregados,mais a imensa família, deve mesmo se perder, vou mandar um GPS pra ela)
A psico da Mirinha diz que ela  deve ignorar a família. Cada um é um. Aprenda que na vida cada um é sozinho. 

Vejamos: Não sou psicóloga, mas a minha psico, a Rosane, é doida, e eu me encontro. Tenho milhões de amigas psicólogas, todas com algum parafuso solto, mas de muito bem com a vida. Já a da Mirinha...
Aposto que a da Gisele não é assim...

A Su (o nome é Suzete, mas ela acha feio) a analista da Mirinha, diz que família é assim,complicada.  "Não dê bola: Mãe é mãe, ovelha é ovelha,cachorro é cachorro... Não deve se preocupar com  filhos, netos,  melhor: com ninguém deste mundo."Até parece que a Mirinha se preocupa com os outros. Ela faz o que dá na telha. Mas quando se trata de filhos...
 Mirinha é doida pelos marmanjos. Aqueles que ela guardou 9 meses(será?) na barriga, amamentou(mentira, só dava Nanon) e cuidou(as babás, uma por cada) até crescerem(duvido, até hoje são bebês), e a Psicóloga diz que eles são estranhos. Estou desconfiando que essa psicóloga precisa de um Freud na vida dela. Sabem o que descobri? Ela, a psico da Mirinha, vive no apê da mãe, que sustenta a dita cuja, uma menina de 38 anos,que nunca viajou sem a mãe, que nunca comprou um sapato sem a opinião da mãe, que só vai às festinhas da academia se a mãe for. Essa é a que fala que mãe é nada a ver.(Faz a teoria, que na prática não funciona - vou dizer pra ela)
A Mirinha precisa saber quem é a Su. Acho que a Su precisa de analista. Daqueles de Bagé.
A cada sessão, a Mirinha chega chorando em casa. Fico ROXA de raiva.

E a Gise precisa se encontrar...Tão perdidinha, tadinha. Tão logo a Gisele, que construiu um império usando a inteligência e a imagem. Devia dizer que quer mesmo é CURTIR.Sou fã da gaúcha.Quer cuidar da família.Tá querendo chamego. Supercerta. Depois que os filhos crescerem, ela inventa outra crise...

A Mirinha em crise de adolescência...ela que se dane. Tão esperta para umas coisas e tão burra para outras...Vou desistir de minha amiga...
Tirei a foto da minha festa que eu fiz pra mim mesma: Ceva,Churras,Salgadinhos e...o controle da televisão...Ser dona do controle da TV...isso NÃO TEM PREÇO! Sou ou não sou mais inteligente que a Mirinha?

Não. Não sou mais inteligente que a Mirinha.
Enquanto isso, 10 da noite,eu aqui sozinha vendo um Fantástico chonho com uma lata de Brahma e uma tira de picanha, só,  e ela... no Bar do Beto, comendo frango a passarinho e bebendo ceva de garrafa, com a turma mais agitada do Planeta, tem mais de 20, dizem que festejando Finados. E ainda se queixa da vida. Entende? Nem a Su entende. 

Mas EU entendo.Me irrita, mas me seduz.As crises da Mirinha são bolhas de sabão. Coisas de adolescente. Estou até com pena da Su.
                                                         . . .
Mirinha, como viver sem ela?Ela é  a incógnita da equação. A última bolachinha do pacote. A minha adolescente da terceira idade.  É o maior desafio de minha vida, sem ela eu seria uma ameba.Ela me estimula...
Quando eu crescer, quero ser como ela.



...E queremos muito que a Gise se encontre...ela é TRIlegal.Grana que chegue, já tem.Vai construir uma fortaleza e proteger a família. Esperta, ela.

sábado, 31 de outubro de 2015

O MUNDO ESPIRITUAL DE MIRINHA

                             O homem é dono do que cala e escravo do que fala.

Quando eu falo, ninguém acredita. 
Mirinha é autista.
Só pensa nela, no que ela gosta, no que quer neste exato momento.
Os outros que se danem.

Pois eu chamei a minha amiguinha porque EU estava meio down, assim, pra baixo, essas coisas que a gente com mais de 60 e que não tem horário inventa.
Pois eu estava precisando de um ombro amigo, desses que só a melhor amiga tem, que a gente chora e se abraça e depois ouve:
 "É bem assim, cada um de nós compõe a sua história e cada ser tem o dom  de ser feliz..."
Só que eu estava me achando INfeliz. Sabe o que a Mirinha me disse? 
- Bella, eu ganhei um anel. Não me servia no dedo. A Abigail(minha amiga do Cassino que já morreu, antes ela do que eu) contava essa história: A moça ganhou um anel que não passava no dedo. ENTÃO ela emagreceu e o anel passou. Ou seja, tudo passa quando a gente emagrece.

Filosofia feminina pura. Até o Freud colocaria esse exemplo no Tratado dos Sonhos. Hoje, mulheres emagrecem e ficam felizes. 

- Bella, seguinte: Estás preocupada com o quê? Emagrece, querida, fofa, amaaaaaada. Vais te sentir mais leve, podes beber mais umas beers, o anel vai servir, mesmo que não seja jóia, apenas bijuteria. Tudo passa, amiga...Sabes qual é o nosso maior aliado nesta nossa vida maledeta? É o tempo. 
Divide o tempo em fatias. Come uma fatia por dia. Como os alcoólicos famosos (os anônimos, eu não conheço, são anônimos). 
POIS É: Comer uma fatia de tempo a cada dia. A de hoje vai ser grande! 
- Mirinha, se eu comer uma fatia por dia, vou engordar. E se para ser feliz eu tenho que emagrecer, vou chamar o Freud. ID, EGO e SUPEREGO. Ou sou feliz ou engordo.
Mirinha me olhou assim, como se eu fosse uma ignorante. 
Fácil essa psicologia feminina: EMAGRECE e serás feliz. 
Amanhã, domingo, é dia de churrasco. De ceva. De pastel. De maionese. De pavê e de comê. 
Ou emagreço e sou feliz, ou engordo e sou feliz. 
Freud, Freud, onde estás?