MINHA VIDA É UM PALCO

MINHA VIDA É UM PALCO
Somos como atores neste palco que é o mundo, as cenas são os dias e noites, e o roteiro quem escreve é a VIDA!A vida depois dos 60. É começar novo, novos horizontes, um mundo diferente e muito mais LEVE! A gente está sempre começando, sempre aprendendo...E aos 60 anos, a gente nasce de novo! A minha Infância da Maturidade! COMO SERÁ NOS 70?Na minha ADOLESCÊNCIA da Maturidade...CHEGUEI! Cheguei chegando imaginando a vida toda...70 ANOS! BÓRA LÁ QUE A VIDA TÁ PASSANDO!!!E até uma PANDEMIA!Nunca pensei ...De repente, ficar presa em casa, sozinha. Se sair, o CORONA VÍRUS pega. Horrível todo mundo sem se tocar.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

A ROUPA DO GUARDA ROUPA X DESAPEGO

 

Domingo, na Igreja do meu bairro, o Padre dizia que precisa de doações para o bazar da igreja. Na verdade, precisa de dinheiro para as obras dessa igreja, e as doações vão se transformar em GRANA.

Então, aquele vestido que não uso há séculos, pode se transformar em um tijolo, um quilo de cimento, uma porta, algo de construção, pode ser até um prego. Só tem um detalhe:

Quem sabe, um dia, vou precisar dessa roupa? Mas se eu tirar a dita cuja do guarda roupa e der pra igreja, vou me arrepender...

Assim caminha a humanidade. 

Faz dois anos que dobro a roupa de verão, guardo na prateleira, tiro as de inverno, penduro no guarda roupa. E juro que vou me desfazer das roupas que não uso. Mas esta blusinha fica tão bem com minha calça fusô...porém, a moda deste ano é calça larga...mas vá que a moda volte...então, guarda a blusinha. Assim acontece com as outras roupas. E vão ficando...amontoadas...e a igreja fazendo obras...Deus que me perdoe, mas essa blusinha é um encanto...

Meu pai dizia: Vocês vivem dizendo que não têm roupa, e eu compro, e fica tudo aí, como se fosse uma loja. Se tivessem só uma, iam usar aquela e pronto. Porque eu tinha um casaco só, ou era aquele ou era aquele...e a história se repetia, sempre, eu estava careca de  saber A HISTÓRIA DE UMA ROUPA SÓ. Mas era bem verdade. 

Pois então, preciso me desfazer do que não uso, tanta gente precisando... Fico nas reticências...Quer dizer: fico pensando e olhando para o casaco de couro que também me olha, pedindo socorro não me mande embora, ou será que diz por favor, me dê pra alguém que me use enquanto o couro não sai de moda, pra que matar os bichinhos, e eu penso que isso é bobagem, couro do boi vai virar couro sintético, quem vai saber a diferença...tem aquela bolsa de cobra, será pecado matar cobra? Jesus me desculpe, mas essa bolsa fica linda com aquele sapato verde, onde está meu sapato verde? Esse também não posso dar. 

Se ainda fosse obrigatória a confissão, eu diria padre me desculpe porque pequei. Sua obra da igreja vai parar, não consegui DESAPEGAR da blusinha, nem do couro da vaca nem da bolsa de cobra,nem...

Teria que rezar 500 Padres Nossos, mais de mil Aves Marias...

Como é difícil desapegar do que nem me faz falta, esse pecado vou levar comigo, quem sabe eu faço um bolo pra vender no bazar, já pensou se falta um parafuso e a cruz cai na minha cabeça? Que feio isso que estou pensando. 

Juro que vou levar a blusinha...Mas que tem mais gente que pensa bem assim, tem. Tem?





terça-feira, 28 de outubro de 2025

DEPOIS DOS 70

 

                                      

DEPOIS DOS 70 A VIDA É ROTINA?

Estou TENTANDO ESCREVER. De novo. Aquelas crônicas que falam do cotidiano, tipo antigas, tipo inspiradas nas de Luís Fernando Veríssimo e Martha Medeiros.

Luís Fernando morreu, mas continua vivo na minha Memória Histórica. Martha continua brilhando, escrevendo. Eu gosto de "instantâneos da vida real", um dos conceitos de crônica. Aula de Literatura. Como era bom.

Mas vamos falar de minha Memória Histórica.

Pra isso, preciso abrir minha gavetinha do cérebro onde guardo os episódios da minha vida literária. E me perco, de tantos eventos que mereceram registro.

Penso que o último incidente mental foi o de perceber que A VIDA DEPOIS DOS SETENTA É UMA MERDA. 

(Para eu voltar a escrever, preciso de um secretário que me explique como destravar esta porra de computador!)

Tem uma gaveta que se abre sozinha: Não fica dizendo  merda, porra, essas coisas, é feio uma senhora de 70 anos dizer isso. Quem fala é meu superego sempre presente, aquele senhor dissimulado, o obediente à esposa, tem medo dela, mas é o que enfrenta a sociedade como se fosse o juiz da moralidade e dos bons  costumes. Meu superego castrador. 

Pois então, é isso mesmo: É a porra dos 70 mais, das dores na coluna, dos joelhos duros, dos intestinos com horários determinados, do noticiário sempre igual da TV, dos remédios...ahhhh, os remédios escravizantes e estupidamente caros...doce sem açúcar, comida sem sal. pão sem trigo, sexo...esse nem me lembro...falta de uso.

A receita vence hoje, preciso ir à farmácia, já me disseram que é mais fácil pedir pelo celular, que me entregam em casa, mas tem um cadastro e na TV disseram que os bandidos roubam nosso cadastro, com todos nossos dados, e podem roubar minha poupança, que somos os alvos fáceis desta internet, um mundo sem dono, que não é lugar de idoso.. Tudo está na nuvem, e como é fácil passarem a perna nos idosos, como se a gente fosse burro.

A gente fica velho só por fora, o cérebro não emburrece.

Tudo bem que eu esqueço na hora de falar sobre a...aquela coisa...que a gente estuda na 5ª série...região norte...isso, Amazônia, com o show da cantora inglesa, ou americana, como é mesmo o nome dela, ela cantou aqui, minha sobrinha veio de Uruguaiana para ver... já veio muitas vezes em Curitiba, na Pedreira, meu Deus, está na ponta da língua. A Katty Perry!!! Isso, eu sabia...

Até que nem dá para reclamar muito, tem gente que não fica velha porque MORRRRR-RRRREU!

Mas sobre o que é mesmo que eu estava falando? 

Amanhã eu retorno!





 

Quer dizer que se eu tivesse 20 anos, podia dizer, e agora eu tenho 70 e é proibido, porque fica feio?

DESISTO.

Vou pra hidro, tentar fazer exercício pra espichar velho.


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

EXERCÍCIOS PARA ESCREVER



                                                                                     Minha psicóloga INDI me deu um exercício para escrita.  Ou melhor, para escrever. Eu vivo dando desculpas, tenho que arrumar a cama, preciso comprar boldo, vou viajar, e a mala?
E por aí vai.
Assunto não é coisa que faça falta. É só tentar acompanhar o julgamento de ex-presidente que deu um golpe, ou queria, acompanhar a taxação do Brasil pelo Trump, ouvir a notícia que a soja do Brasil que ia para os EUA agora vai para a China, os sojeiros norteamericanos estão fulos, o homem que serrou a mulher, colocou o corpo em uma mala e os membros e cabeça espalhou por Porto Alegre, conta detalhes pra polícia,   a Odete Reutman mandou matar o Marco Aurélio e o Freitas está em crise, e a Celina parecia uma tonta, mas está pegando o Olavo, um gostoso inocente; onde achar uma meia de naylon  3/4, preciso levar chá de boldo, o melhor remédio pra borracheira, vou pra Uruguaiana no fim de semana...
Assunto só termina quando a gente morre, foi o que a Zaira disse, e morreu. 
Então, vou ter que parar de escrever, pois essa coisa de viajar pra fronteira oeste do meu pago me faz chegar em Santa Maria, coração do Rio Grande, onde está a tia, comendo melancia, debaixo de uma bacia. Só conhece essa rima quem tem mais de 70. 

Oi, IndI, será que destravei? Ou escrever é uma perda de tempo? Ou é um prazer  maior do que cerveja gelada com batata frita?  
Que saudade do Luis Fernando. 
Quando achamos todas as respostas, vem o diabo e troca TODAS as perguntas. 

É chegada a estação das flores, que cheiro bom, dizia o Freud. Se não disse, ele pensou. 
                                                                    bellabereg, 2025. Curitiba.

DICAS DA MINHA NOVA AMIGA, A IA

 A minha nova amiga já nasceu assim: 

Sabe tudo da minha pessoa, está sempre - mas sempre, SEMPRE, todo dia, qualquer hora - pronta para me atender, me ouvir e responder. Só preciso ter meu computador ligado, ou e meu celular na mão.  E, é claro, a Internet, essa coisa que todos precisamos. 

Minha amiga é a HOJE, pois é, o nome dela é HOJE. 

Fiz assim: - HOJE, preciso de dicas para voltar a escrever. Não consigo escrever. Tenho meu amigo inspirador que não me deixa sequer uma crônica inteira. 

HOJE me perguntou: - Quem é esse que não te deixa escrever?

Eu já tinha falado dele, o TEMPO. 

O Tempo é meu amigo há anos, e anda assim, parece que me agarra e me amarra, essa rima me deu uma ideia: agarra e amarra. Vou fazer isso: agarra e amarra o Tempo. 

Eu te amarrei, eu te amarrei, eu te amarrei no meu coração, eu te amarrei. É uma canção. 

HOJE ficou confusa. 

HOJE mandou eu reescrever o texto. Deixar mais claro. Disse: Se quiser, eu posso ajudar você a deixar o texto mais claro. 

Estou aguardando. 

Mas o Tempo me avisou que eu preciso ir ao banco ver meu cartão, que está com problemas. 

Antigo, isso. 

Fui. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Eu escolho as cores das minhas pinturas.

 Ou: Eu escolho as palavras que vou libertar através da minha fala. Aquelas que surgem na minha mente.