MINHA VIDA É UM PALCO

MINHA VIDA É UM PALCO
Somos como atores neste palco que é o mundo, as cenas são os dias e noites, e o roteiro quem escreve é a VIDA!A vida depois dos 60. É começar novo, novos horizontes, um mundo diferente e muito mais LEVE! A gente está sempre começando, sempre aprendendo...E aos 60 anos, a gente nasce de novo! A minha Infância da Maturidade! COMO SERÁ NOS 70?Na minha ADOLESCÊNCIA da Maturidade...CHEGUEI! Cheguei chegando imaginando a vida toda...70 ANOS! BÓRA LÁ QUE A VIDA TÁ PASSANDO!!!E até uma PANDEMIA!Nunca pensei ...De repente, ficar presa em casa, sozinha. Se sair, o CORONA VÍRUS pega. Horrível todo mundo sem se tocar.

domingo, 8 de dezembro de 2013

A NOVA QUARTA IDADE




Outra da Mirinha. Dessa vez, ela me garantiu que não fumou nem bebeu! Escrevi até os suspiros.

                  "Sempre pensei que iria morrer aos setenta, oitenta como meus pais e tios. Mas ando já com sessenta e uns e passo em todos os exames de laboratório de sangue, fezes e urina. Meu médico diz que vou aos cem, será? Mas minha poupança deve acabar daqui a pouco, viagens, festas, presentes pros netos, pílulas, plásticas, academia, isso custa, me programei para viver até os oitenta, sem pedir nada pra ninguém, sempre uso uns pilas da poupança cada vez que me passo nos cartões, fiz muito bem as contas, dá bem pra viver até os 80. Mas só até os 80. Aí, se não morrer, faço o quê? Depois de usar toda a pequena e calculada poupança, nem poderei pedir empréstimo, pagar como? Minha aposentadoria dá certinho pra luz, água, comida e remédios - e gasolina e álcool. Vou fazer o quê da minha vida? Ficar em casa, fazendo tricô e vendo novela? Essa não!

            Ontem fiquei lendo as histórias da Bella, Invisível, esse tal preconceito que velho não serve pra nada...aposentado vira supérfluo...e tive uma inspiração para existir de novo.

            Já estou com tudo na cabeça: vou abrir um comércio para a Nova Terceira Idade. Faixa etária, 60/80, direto da Fashion Week, pele de cobra, oncinha, zebrinha, brilhos, jeans, shortinhos, isso mesmo, shortinhos.... E outro, esse negócio sim, é novidade, não tem nada assim por aí, é a Moda para a Quarta Idade: dos 80 aos 100! Essa, só eu pensei – com direito a roupas indianas, americanas, caribenhas, reviver as hippies que existem dentro de cada uma. Ou direto de Miami, onde tem milhares de coisas pra velho gordo e magro, coisa bonita de se ver. Com certeza, vai ser um enorme sucesso. Falei pra Bella, pensei que ninguém estava prestando atenção, nunca me ouvem, sempre estão apressados, mas tinha gente nos ouvindo:

            - Vou roubar sua idéia -  gritou uma das noras, aquelas malas que sou obrigada a carregar, pois são as mães dos meus netos.

          - Não falei contigo - gritei pra mala, delicadamente, um beijinho de biquinho pra ela não se ofender - não quero sociedade, isso de Quarta Idade é minha ideia, minha e da minha amiga Bella, vou patentear hoje mesmo!

            - Podemos anunciar: “Roupas lindas para a melhor vovó do mundo!”- de novo a norinha tão queridinha...

            Estragou tudo. Eu não disse que é mala? Roupas pra Vovó, só que seja a vó dela. Por que não: “Roupas descoladas para uma mulher espetacular”? Que mania horrorosa essa de chamar tudo que é velha de vovó? Até meus filhos me chamam de vovó. Por acaso, alguém fala “Vovó Dilma” para a presidente?

                        Quarta Idade. Preciso escrever sobre isso. Criar até um  Caixa Prioritário Extraordinário  a partir dos oitenta. Vagas para Idosos I e Idosos II. E a Loja da Quarta Idade, tudo lindo, brilhos, cores, sem degraus, muitas poltronas, modelos desfilando, quem sabe até Tatoo. Sou ou não sou fantástica?"
              Essas ideias da Mirinha até que são boas, já temos até um modelo,  estou até pensando na sociedade...

        In TALENTOS DA MATURIDADE 2013, de Bellabereg.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A NOVA TERCEIRA IDADE



                  Estou em busca do que fazer nesta maravilhosa aventura de ter tempo e poder tudo. E a Mirinha também,  é minha melhor amiga, mais de sessentinha e também professora aposentada e viúva, como eu, só que ela é uma desvairada sem censura, inventa cada coisa que eu me apavoro. Resolvi contar algumas de nossas histórias, muitas trágicas, outras cômicas, quase verídicas. Mas quem tem coisas interessantes, mesmo, é a Mirinha,  que não escreve porque não consegue ficar sentada na frente do computador, ela é hiperativa, nunca vi pessoa mais agitada.

            A Mirinha diz que agora tem o direito de fazer tudo que lhe der na telha, “não preciso mais dar satisfação à sociedade, a patrão, a padre e a pastor, nem a filhos ou pai-de-santo, só quem pode mandar em mim sou eu e o meu médico”, assim ela justifica as loucuras a que me obriga a participar. Para meu total prazer, e para ter material para meus contos.

            Essa epopeia toda iniciou quando ela fez seus sessenta anos. E como eu tenho mania de escrever, fiquei encarregada de contar suas – e minhas -  histórias. Esta primeira é dela, acho que é tudo invenção, mas qualquer semelhança com a ficção é mera coincidência.

             “Já faz anos, mas me lembro bem, juventude a mil, perto dos trinta,  trabalhando doze horas por dia, eu ficava com uma raiva quando entrava na enorme fila do banco ao meio-dia, hora da refeição que eu não fazia, para poder receber meu salário e pagar as contas, e tinha aquela quantidade de velhos e velhas, tudo aposentado, sem nada pra fazer nem em casa nem em lugar nenhum, e ficavam lá, passando na frente de todo mundo, parece que faziam de propósito, e demoravam até pra guardar a papelada e dinheiro na carteira. Tinha que ter paciência, e eu respeitava – mesmo com vontade de estrangular um a um ou mandar todos sentar na praça a olhar pombinhas. Ainda não tinha os salvadores caixas eletrônicos!

            Jurei pra mim mesma que no dia que fizesse sessenta anos seria a primeira a usar meus direitos de sexagenária, passar na frente de todo mundo, e demorar bastante no caixa. 
            Comemorei meus 60 e minha  aposentadoria tudo junto, numa festa “de arromba”, com muito rock’n roll, valsa, marchinha, bolero, sertanejo e funk, álcool y otras cossitas más. No outro dia, corri para o banco, com toda a emoção de uma primeira vez, a carteira de identidade na mão para mostrar que eu tinha 60. Peguei a senha de PRIORITÁRIO, fui chamada quase imediatamente, olhei para ver quantas pessoas  iriam gritar: “Você não pode entrar no caixa dos idosos, você não tem idade”, nem barriga eu tenho, ou passaria por grávida. Silêncio. Ninguém reclamou. A primeira surpresa. Pensei naquele instante: “Ora, essa, será que já pareço com uma senhora da terceira idade? Ainda me sinto com cinquenta e nove, uso todos os cremes para alisar as rugas, visto jeans e Adidas, todos os cabelos brancos escondidos nas mechas avermelhadas, qual a diferença? – quase gritei, totalmente ignorada pela fila dos normais.

            O caixa de prioridades, um bancário especialista em pessoas idosas, falava devagar, num tom mais alto que os dito normais ( é normal se não é  grávida, ou deficiente, ou velho), indicava com a caneta onde eu devia assinar; ainda ontem apenas empurrava o documento, eu que me virasse. Agora eu sou uma imbecil, surda e cegueta? Triste constatação: eu não apenas pareço, eu SOU uma senhora da terceira idade. Caixa prioritário. Nunca mais entro nessa, nem que fique horas esperando. Quero ainda ser normal.

            Saí frustrada. Olhei para o guarda do banco, com medo que ele viesse me ajudar a sair pela porta giratória. Queria ser poeta, poeta não tem idade, o Vinicius fazia poesia, teve 8 mulheres, vivia na orgia, morreu com quase 70. Drummond com quase 80, ninguém dizia “o velho Drummond”, diziam “o poeta maior”.  Ou se eu fosse  artista,  o Gilberto Gil, o Caetano, o Milton, o Paulinho da Viola, todos estão nos setenta, ninguém atira em cara a idade. A Vera Fisher tem minha idade. Até a Suzana Vieira é mais velha que eu, taí, casada com um garotão e bem gatona. E a Dilma? Mais velha do que eu e todo mundo puxa o saco dela, com aquela peruca ridícula...E os homens...esses não têm idade, ou será que só ficam idosos se a conta do banco murcha, com as outras coisas? 
              Então, por que esta sensação? Só por causa da fila do banco? Acho que nenhuma celebridade idosa vai ao banco, se for, nem entra em fila, o gerente faz um atendimento especial.

            Talvez eu esteja vendo coisas. Será?

            Sou muito inteligente, estudei e ensinei Português toda a vida, duvido que você saiba o que é uma oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de particípio. Eu sei. Sei tudo de metáfora, de locução verbal, de vírgula, até o sujeito oculto eu acho em qualquer lugar, e agora, aonde enfio tudo que tenho bem aqui na minha prodigiosa memória? Vai pra terra, alimentar os vermes que hão de me comer? (bem que eu queria ser comida, e em vida, mas  não pelos bichinhos).

            Vamos às estatísticas: A média de vida do brasileiro aumentou; comodidades, planos de saúde, geriatras extremamente dedicados, boa mesa e bons vinhos. Se não morrer num assalto, numa bala perdida ou num acidente de carro, ou se nenhum avião entrar pela janela, o cidadão pode bem chegar a setenta, oitenta, até 90 ou 100. Se o Ulisses Guimarães não se explodisse num helicóptero, teria festejado o centenário com o Oscar Niemeyer, que morreu com mais de cem. Mas a discriminação é que mata os velhos, muita gente acha que  nossa capacidade de pensar despenca com o físico. Ficam nos escanteando. Como coisas desnecessárias, não prestamos mais pra nada. A não ser cuidar de netos.

            Vejamos a moda: as lojas descobriram a Moda Tamanho Especial ( eufemismo pra gordo), o maior sucesso, tudo três vezes mais caro e sem graça, além de gordo, desbeiçado. E as roupas pra Melhor Idade? Só pra mulher, será que homem não envelhece? Sem coloridos, sem brilhos, tudo solto, do cinza ao cinza chumbo. Marrom. Grená ( quem sabe que cor é grená?).

            Vou me rebelar, quero voltar a ser respeitada, o caixa do banco vai me mandar para o gerente, conta especial, a família voltará a me chamar para as festas da noite, agora só me levam em café colonial e me oferecem chá... Bolachinhas e meias e chinelos e casaquinhos de presente, parece que estou em estado terminal. Terceira Idade. Melhor Idade. Melhor pra quê?”

             Isso tudo foi a história da Mirinha. Quanta sabedoria, minha amiga disse tudo que também eu e minhas amigas aposentadas, as da hidroginástica e as do coral sentimos. Eles, os guris, não sei. Mas a gente "se acha"...

      De Bellabereg - 2013 - in TALENTOS DA MATURIDADE 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

NESTA VIDA TUDO É SEXO



NESTA VIDA TUDO É SEXO
            Oi, eu sou Bella, nascida antes da década de cinquenta, professora aposentada, viúva, quase virgem de novo, sem cachorro, moro sozinha, a vida é minha! Finalmente posso ler quanto quiser, na hora que desejar, sem horários a dirigir minha vida. Li quase todos os clássicos, de românticos a realistas, nacionais e estrangeiros, alegres e brochantes, enfim, agora quero ler só para me divertir.  Adoro best seller com todas as novidades da lista dos mais vendidos. Inclusive, com tantos comentários sobre um tal de 50 tons, fiquei curiosa. E minha sobrinha advogada ganhou um volume do namorado, também advogado, muito sérios, ela  disse: “Tia, é bem teu tipo, vais gostar” – fiquei meio-assim, advogados, deve ser coisa de leis, aquelas teorias chatas...Mas fiquei bem curiosa por ela ter dito que era do meu tipo. Qual é meu tipo?
            Voltando pra casa, na livraria do aeroporto, o livro “do meu tipo” me olhou como dizendo “me compra”. Comprei.
            Comecei a ler no avião. A cada página, o vermelhão da minha cara e uns calores no corpo, olhei para os lados, vá que alguém me pegue com o livro, escondi a capa com uma revista da Tam, a aeromoça me perguntava se queria uma bebida, pedi “com bastante gelo”, e o homem do livro continuava mexendo os dedos, a mocinha do livro desmaiando, bem o que estão pensando, o pior é que eu não podia parar de ler.
            - Senhora, chegamos – a aeromoça me chamava e eu dentro do livro – nem vi que o avião estava vazio, a leitura me envolveu demais.
            Já em casa, nem abri a mala e me joguei na cama, sempre lendo o romance “bem o meu tipo”, quando toca o telefone:
            - Mãe, como foi de viagem? Que estás fazendo?
            - Estou toda molhadinha.
            - Que é isso, mãe? Compraste alguns aparelhinhos? – ela sempre pensa que uso coisas, sabe como é, sou viúva, fico só na imaginação.
            - Nada, filha. Estou lendo um livro que tua prima me recomendou, o hit da moda,campeão de venda, são três volumes, estou no primeiro,  tudo que é mulher anda lendo. É a história de um homem lindo, bilionário, um CEO, tarado total, acho que tem um trauma, pois dá palmadas na namorada, tem milhões de algemas, um quarto erótico cheio de coisinhas interessantes e sádicas...
            A pobrezinha da minha filha nem sabia da existência desse livro, é professora, tadinha, passa o dia ensinando os filhos dos outros, chega em casa tem o próprio filho e o marido pra organizar, nem tem tempo.
            - É, filha, tens que te atualizar, essa leitura é trilegal, sexo total, bem que sempre te falei que tudo na vida é sexo.
            - Mãezinha querida – aí vem bomba, pensei ao ouvir o “inha querida”- vai caminhar, sai de casa, vai pra hidroginástica, ou pra psicóloga, ela te entende, toma teus ansiolíticos, para de pensar nessas coisas – para os filhos, depois dos sessenta parece que me aposentei da cintura pra baixo.
            Fechei o livro. Por pouco tempo. Abri o livro.  Atravessei a noite lendo.
            Precisei de um esforço para me manter acordada.  A mocinha não era mais virgem, nem usava mais calcinha, para poupar tempo, o moço bonito muito bem dotado de todas as qualidades, uma felicidade só, os dedos sempre  exercitados.
            No outro dia, falei do livro – melhor, do que dizia no livro – para minhas coleguinhas todas como eu, mais de sessenta, uma briga pra quem vai ler primeiro, fiz um rodízio. A Candinha ficou dois dias, devolveu,  disse que não leu, é muito comportada, mas tenho certeza que leu, sim, anda toda alegre...e o marido dela também. A Rutinha também disse que não vai ler, mas eu sei bem que mandou pedir pela internet os três volumes, só não quer dar o braço a torcer que está entusiasmada por umas bolinhas de prata, que também comprou pela internet. A Miriam devolveu, disse que não é a leitura do tipo dela, mas que fez um sacrifício – e também leu tudo. Mas a Dorinha assumiu que leu e gostou. Erótico, não pornográfico, falou. Uma nova visão das relações. Concordo. Pelo sucesso desse tipo de leitura nos dias atuais,  ( meu tipo, de acordo com a sobrinha), renovei minhas ideias.
            Desta vez, minha teoria fica provada: Tudo é sexo nesta vida bela. Vejamos: por que esse cuidado excessivo com o corpo, com a roupa, o perfume, os cabelos? Pra ficar em casa? Não e não. É pra chamar a atenção de determinada pessoa, o caçador, a caçadora, que estão ali,esperando... Aquele biquíni pequenininho, comprou pensando em quem? As langeries cada vez mais ousadas, usar pra quem? Um carrão, o som bem alto, excelente pra chamar a atenção para quem está dentro, o caçador. E tem esmaltes coloridos, calças muito justas, decotes, brincos imensos, aquela mexida no cabelo, olhares com faíscas, finalmente a química que rola entre duas pessoas, como um instinto animal. É o “OLHE e PEGUE”, “estou aqui, veja”, a incessante busca do parceiro ou parceira, até o fim dos tempos. E a música? Tem algo mais erótico que o funk?  Só o bolero, quando a gente dançava com o rosto colado e com todo o corpo assim, encostadinho, ai como era bom! É isso mesmo: Sexo. A mais explosiva e democrática das artes. O exercício natural para a salvação da raça humana.
(
            Depois dessa inegável justificativa de minha teoria “Tudo é Sexo”, a constatação de que   Freud continua atual, a libido – o impulso sexual, a energia vital do ser humano – é quem manda na nossa vida. Em todas as coisas que fazemos, está lá, o sexo.  Não só em cinquenta tons. Até me desconcentrei do que estava falando.
            “Os sentimentos são maiores que nossas ideias”- um pensador falou. Realmente. Mexe demais. Com as ideias. Com os sentimentos.  E com o corpo, é claro. 
                         (Conto 1 dos Talentos da Maturidade 2013)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

DEDICADO AOS MEUS PAIS



       Quando a gente lê um artigo, uma reportagem, uma publicação e se depara com um "Dedicado aos meus pais", com certeza acha muito bonito, isso.
       Agora...quando os "meus pais"sou eu -a mãe- e o pai é o meu marido( in memoriam), a coisa pega. Foi o que aconteceu comigo: dedicado PRA MIM, a MAMA. E neste meu blog, onde registro ficção e realidade, me dá um friozinho e um engasgamento, olhos molhados e coração cheio, para deixar o registro do momento em que abri o Face e estava lá:"Dedicado aos meus pais", o Prêmio ARC da Austrália ao melhor cientista, com direito a mais de um milhão de dólares para melhorar nosso Planeta,  na Flinders University, em Adelaide, Austrália...
       Vou fazer melhor, vou colar aqui o que é esse prêmio, com dedicação PRA MIM:
         Esse e' dedicado aos meus pais: "Premio ARC (Australian Research Council) Future Fellow" - o mais competitivo premio da Australia para cientistas com ate' 15 anos desde o PhD. Entregue pelo Ministro de Educacao & Ciencia Hon Christopher Pyne.
Total de $1.1 million dollars para pesquisa + uma vaga de professor-pesquisador pro meu lab (para dar aula no meu lugar). Terei 4 anos sem aulas, e com dedicacao exclusiva para pensar, networking e elevar a qualidade da ciencia.
                                      The pressure is on!


                              Tenho ou não tenho razão de estar muito emocionada?
                  É o meu Guri! Gaúcho, de Uruguaiana.Ou melhor: do Mundo!
         
 

       Luciano Bellagamba Beheregaray ( de barbicha) e o Ministro de Educação e Ciência da Austrália, na entrega do Prêmio.
                                                                   Muito Obrigada, FILHÃO!
                                                           Curitiba,PR, Brasil - Novembro/2013.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

EXAMES LABORATORIAIS

MIRINHA ME MANDOU ESTE E-MAIL
Assunto: MEUS EXAMES
O meu médico pediatra sempre me disse que quem procura, acha.
Pois a minha nova endocrino KXYZ mandou eu fazer um monte de exames, eu ia fazer com meu IPÊ no RS, mas como não fui, tive que me gastar no laboratório daqui, os exames estão no www.labfa.com (Labratorio Frischmann Aisengart) USUARIO Y, SENHA Z.-( será que não são nazis?)
 UM monte, URINA que levei num frasco cheio de frescuras  E TIRARAM TODO MEU SANGUE, estou DESSANGUENTADA. Diabetes controlada, colesterol quase bom(que andavam ruins esses dois), mas tem coisa com tireóide, vitamina E e vitamina D,cálcio, ferro, zinco, telha,prego, cimento... ou seja, agora sou DEFICIENTE.Deficiente de vitaminas, PORRA, deve ser falta de...
Dieta com uma colher de leite em pó Molico num iogurte zero de manhã e a mesma coisa à noite, PODE ISSO? e ainda tem nutricionista, nessa acho que não vou, elas são uma GANGUE, uma diz MATA e a outra diz ENTERRA...

DIMINUIR 10 KG, pobre de mim, vou virar um charque

mínimo de ceva AIAIAIAIAIAIAIAIAIAIAIAIAIAIAIAI, meu líquido LSD

 NADA DE CARNE GORDA AIAIAIAIAIAIAIAIAIAIAIAIAIAI minha picanha

exercício ( isso estou fazendo pra mais, pelo menos isso)
QUE    M...
E eu me achando...nenhuma dor, gordinha e gostosa, joelho podre mas nem me lembro, me achando o máximo...
Agora vou ter que entrar numa coisa que se chama tratamento, tratamento só se fosse um gostoso me dando um trato, me acertando...

AMIGOS:
Se souberem que estou em depressão, é por causa dessa médica, e nem alemã ela é,Fulana de Tal com Sobrenomes Pinto, etc... , portuguesa com certeza, uma magrela lindinha, mas deve ser mal amada, tão magra,  estou com nojo dela.
Então tá. Vou pro retiro das freiras carmelitas fazer voto de pobreza e me autoflagelar com chicotes ( ai, como era bom)
Mando news se sobreviver.
Saudações de quem vai se acabar.
      MIRINHA

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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

SURREAL




Um cisne imenso cheio de crianças dentro gritando no meio de uma aventura que os grandes inventaram e encheram de ar numa rua do centro da cidade, no meio da cidade toda rua entre ônibus salientes engolindo gente cansada. E a criança que chegou tarde viu um monte de borracha amassada, dobrada, um motor e um caminhão. O cisne sumiu, desintegrou. A aventura acabou. Só resta um bar no caminho, piratas de plástico e a moça tatuada com uma rosa vermelha imensa na cabeça e a voz rachada. As bocas das lojas fechando, vomitando funcionários de fim da tarde, todos passando, velhos e chineses, nenhum chegando na mesa da guerra dos soldados e piratas de plástico.Só os jovens enchem as mesas, na expectativa de uma noite com promessas.Copos, espumas, cinzeiros.Amanhã é feriado.     

sábado, 2 de novembro de 2013

O QUE EU QUERO SER QUANDO MORRER?




             Quando criança, todo mundo pergunta o que queremos ser quando crescer. E o que queremos ser quando morrer? Eu já avisei para meus filhos: Não me decepcionem. 
             Morri; cremação, cinzas jogadas no oceano mais próximo. E nada de levar o corpo pra cá e prá lá, parentes viajando pra chegar a tempo(de quê?quem gosta, visita em vida). Choradeira, como era boa, que perda de tempo, de dinheiro, se fosse nos EUA seria bem melhor, tem coquetéis, comida, o corpo embalsamado e maquiado. Mas aqui é um fiasco. Quando eu era adolescente, imaginava meu túmulo com a foto e. como o poeta, escrito "Foi poeta, sonhou e amou na vida", até chorava, imaginando. Hoje, teria que fazer um túmulo em cada cidade que amo.Um desperdício de tempo e dinheiro. 
            Morri. Posso estar em qualquer lugar do mundo,adoro viajar,  Uruguaiana(aí é mais difícil a cremação, mas até lá já vai ter crematório), Cassino(já tem crematório em Pelotas), Adelaide(vai sair caro pra burro, mas que fazer), Curitiba(aqui tem bastante) ou quem sabe onde.E como sou romântica, as cinzas serão jogadas no Atlântico, ou no Indico, ou no Pacífico, se estiver no Hawaíííí...Se estiver em Uruguaiana, não me importo se for no Uruguai...afinal, todas as águas desaguam no mar...E as cinzas vão me espalhar por todo o mundo...Que delícia...sempre viajando...
            DIA DE FINADOS - visita ao cemitério, ou missa, na TV, e pensamentos para os que se foram...
            Comprei flores pra mim, alegrei minha casa, afinal, estar viva é tudo de bom!