MINHA VIDA É UM PALCO

MINHA VIDA É UM PALCO
Somos como atores neste palco que é o mundo, as cenas são os dias e noites, e o roteiro quem escreve é a VIDA!A vida depois dos 60. É começar novo, novos horizontes, um mundo diferente e muito mais LEVE! A gente está sempre começando, sempre aprendendo...E aos 60 anos, a gente nasce de novo! A minha Infância da Maturidade! COMO SERÁ NOS 70?Na minha ADOLESCÊNCIA da Maturidade...CHEGUEI! Cheguei chegando imaginando a vida toda...70 ANOS! BÓRA LÁ QUE A VIDA TÁ PASSANDO!!!E até uma PANDEMIA!Nunca pensei ...De repente, ficar presa em casa, sozinha. Se sair, o CORONA VÍRUS pega. Horrível todo mundo sem se tocar.

domingo, 8 de março de 2020

DIA DA MULHER - Meu presente!


Que privilégio neste instante de eternidade!
QUARTA FEIRA, SEM FALTA, LÁ EM CASA 


Teatro Fernanda Montenegro, Novo Batel, Curitiba.

Laura e Alcina, duas amigas, se encontram às quartas para tomar chá e bater papo.

NICETTE BRUNO e SUELY FRANCO, nossas deusas do teatro, deram voz e personalidade às personagens da peça e nos transportaram para o palco numa interpretação real.  Uma prova de que a gente PODE, sim, transformar a vida em arte. Poderíamos ser eu e minhas amigas, nesta fase depois dos 60, 70...Bella e Mirinha...Como pode...Que BAITA apresentação!
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Ao final, depois da emocionante encenação das duas gigantes do teatro brasileiro, Bella e Mirinha foram parar no palco, literalmente, para minha grande surpresa neste Dia Internacional da Mulher em 2020.

                       
Nicette e Suely, vocês me deram o maior presente que eu poderia ganhar neste Dia da Mulher.

              Que emoção! Que privilégio, neste instante de eternidade.


"O mundo todo se encontra no ventre de uma mulher." Bellabereg

                                         



Iemanjá, Maria, Zoé - Deusa, Santa, Mulher


"O que ela gosta?
O que ela adora?

Perfume
Flor, espelho e pente
Toda sorte de presente
Pra ela se enfeitar"

( O resto é o resto.)

   Pode até nem ter filho, mas sempre tem mãe. 
E sempre é uma MULHER. 
Zoé não cantava, mas fazia todo mundo cantar. Panela, fogão, comida, um monte de gente, como se alegrava com os filhos cantando, inventando que sabiam tocar violão e piano e gaita e tocadiscos. Ela fazia o palco na sua sala, no pátio, na mesa da cozinha, tudo cheio de sons, de ruídos, de gritos, risadas, choros, cachorros, crianças, o mundo de Zoé era vasto,mundo vasto mundo.  Sempre ali, esperando pra cuidar, aquele cuidado de alimentar, de ensinar com gestos, silêncios que grudavam e ninguém mais esquecia. 
                Criar, é bem isso: foi a criação. CRIAR na gente a razão do Universo.O Universo de Zoé explicava tudo.  Calada, olhando com dois brilhantes que não perdiam nada, abria caminhos, acalmava tempestades, ninava e cuidava - aquele cuidado cheio de um amor inexplicável, sem muitas falas,um amor concreto, sincero, verdadeiro, simples assim, MAS DE NASCER. SIM, o  amor de fazer, de ver crescer a flor e o fruto,  assim começou o mundo. Com a história do grande amor da Zoé. Uma mulher muito amada em todos os seus universos femininos. Espalhar felicidade.
"O mundo todo se encontra no ventre de uma mulher."(Bellabereg)
                              DIA DA MULHER  - Dia de conscientização.

Maria da gana, Iemanjá das águas,  Zoé do exemplo.
Mulher que gosta de se enfeitar. Sempre.De  ser amada.  

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

CONFISSÕES



SOU ALCOÓLATRA

Quando a bebedeira está demais, eu juro que nunca mais vou beber.Estou gastando tudo que ganho em bebida. Fico devendo no banco, no cartão, mas vou levando, fingindo que trabalho durante todo o dia, trabalho muito para sustentar a família.
Ninguém sabe que preciso cada vez mais de dinheiro para poder comprar  bebida. Me dá uma raiva dessa gente que se faz de boazinha, mas no fundo espera que eu faça festa e convide o povo. Só eu sei que sou alcoólatra de nascença, meu pai, minha mãe, todo mundo bebia. Eu achava aquilo horrível. Amava meus pais.Nunca vou beber, eu dizia.
Mas o sangue precisa de combustível para poder correr nas veias. O cérebro só pensa se eu todos os dias oxigená-lo com qualquer bebida. Prefiro cerveja, mas como é caro! Então, um dia, ou melhor, uma noite, não achei nem pinga em casa. Bebi álcool.Um pouco só, mas me acalmou. Por isso, acho que sou alcoólatra. 

PSICÓLOGO
Fui. Escondido de todo mundo. Procurei na internet, liguei, uma grana. Fui.
 Menti. Disse que era para um  amigo, sei que o psicólogo não acreditou.
Contei toda a história. Que é de família. Que meu amigo não é alcoólatra, que tem problemas,que é legal, feliz, amigo... quando bebe.
Caso pra psiquiatra, falou.Pedi ao psicólogo que me conseguisse um remédio pro meu amigo. " Não posso, quem receita é psiquiatra. Só."
Voltei pra casa e enchi a cara. Saí pra rua, pois todo mundo estava preocupado comigo.Eu andava muito estranho.
No  bar, encontrei meus amigos. Só eles me entendem. Paguei cerveja pra todo mundo, todos ficaram felizes e me abraçavam. Meu cartão foi recusado, excedeu limite.
Os amigos sumiram, desapareceram. Fiquei caído na porta do bar. A porta fechada do bar.
Culpa do psicólogo que não me curou.

EU NÃO SOU ALCOÓLATRA!

Eu só bebo ao cair da noite. Chego em casa seco, doido por um gole. Apenas pra relaxar das dificuldades do dia.
Antes da 20 horas procuro fazer tudo que é preciso: Chefe, esposa, filhos, pais, cachorros.Ansiedade, raiva que vira ódio.
Meus verdadeiros amigos estão no bar. Eles me entendem. Sempre a minha espera. Todos os dias eles estão ali. Papo bom, não aquelas reclamações de trabalho e de casa.  Então bebo, e tudo passa.
Eu ainda ficava em casa, mas era aquilo de bebê chorando, mulher reclamando, um saco.Eu tinha que parecer feliz, já vai beber? Então vou pro bar.Encher a cara e ser feliz.
Eu sou dois: um, é aquele certinho, todos me acham um amor, de vez em quando encho o saco e largo as patas, todos se afastam e eu fico feliz, me isolo dentro do celular; o outro, é o cara feliz e falante que todo mundo adora, tiro foto, mando pra todo mundo, pra ver como sou legal. Se eu fosse mulher, vivia sozinha, deixava família, mas eu não sei fazer as coisas de viver igual.Por isso, ter casa e comida precisa. Por isso, preciso de uma bebida. Fico legal, faceiro, amigo, futebol, política e carnaval, baixa mais uma, tô pagando.
Sou um cara legal. Não sou alcoólatra.(Vou me confessar: amanhã vou parar de beber).

Série Confissões

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

MEU PENÚLTIMO SONHO


                       Projetos e planos e desejos são diferentes de sonho...





                                         Sonho é Sonho.

Jurei que antes dos 70 realizaria todos os meus sonhos.
Não deu!
2 sonhos. Terminei SEXY e  in-completa. Faltaram 2. E não adianta serem sonhos de padaria, tem que ser daqueles sonhos que a gente tem desde criança. 
Cheguei aos 70.Nem uso a palavra que me definiu: septuagenária. Coisa feia. Incompleta.
Mas gaúcha é teimosa...Mesmo com o prazo de validade vencido, pensei que existe a garantia estendida; resolvi entrar nos limites do finzinho dos setenta...
Consegui realizar O PENÚLTIMO SONHO! Andar de navio.
.  .  .
                                       Minha tia Lacy costurava pra toda minha cidade, e eu ficava ali, olhando as provas de roupas, ouvindo as histórias, mulheres contando como se vestir em um cruzeiro, o navio singrando os mares, e eu sonhando...Domingo tinha cinema, matiné, filmes lindos, mocinhos e mocinhas apaixonados, muito mar, muito mar...

Sabe quando a gente se imagina? E isso fica gravado?
                          Esse sonho ficou.
.  .  .

Pra muita gente, hoje, fazer Cruzeiro faz parte de rotina; é como ir de Uruguaiana pra Libres de barco.Tem Cruzeiro pra Costa brasileira, viajar pra os países do Prata, Ilhas Gregas, Dubai, Portugal,India...
Pra mim, era um sonho.Que estava cada vez mais distante,tem que caminhar muito, o joelho não ajuda, tem que lembrar de um monte de coisa,às vezes tem falha,  a grana não chega, e agora tem parcelado...
O penúltimo sonho:
SONHEI! 
 FI-LO. 
Realizei-O.
SeaView
 Andei de navio.De Santos a Salvador. Baita viagem. Navio gigante.Tudo de bom, companhia, comida,diversão e arte, piscina e mar...muito mar...oceano...grande...divino!!!
Companhia boa decide felicidade!



OSCAR para meu filme-sonho.

.  .  .



                                        Então...
Falta pouco para eu entrar nos 71. E agora ficou faltando só um.
Escola de Samba do Rio. Sapucaí. De preferência, Salgueiro.
Ano que vem, EU VOU!
Daqui a um ano conto como foi.





Desci em Ilhéus para me encontrar com Jorge Amado.
Encontrei.





terça-feira, 3 de dezembro de 2019

AS SEXYGENÁRIAS


Depois dos 60, elas são sexys!

Enfim, meu blog cria vida nova. Consegui revivê-lo na forma física, um livro 
que eu posso levar aonde eu for, revisitar as histórias da Bella e da Mirinha,
durante 10 anos! Dos 60 aos 70. Ou o último dia dos meus 69. 
Minha felicidade quero espalhar por todo o mundo, afinal, nós viemos a esta vida para ter FELICIDADE e fazer os outros felizes. 
Quando decidi que precisava de papel, de tocar no livro, eu tinha que trazer a Mirinha e a Bella para dividir esses anos tão importantes na vida de qualquer pessoa que consegue em 10 anos celebrar sentimentos, poesia,viagens, família, amigos e os grupos que o Whatsup facilitou nesse período de sexagenária. Não,
sexagenária, não! Como a Mirinha me ensinou: SEXYgenária. 
Vou mostrar a foto da capa. Parece que estou tendo mais um filho. Não mostrem pra ninguém, tá? Preciso esperar o lançamento, ou meu editor ME MATA!
Mas...como guardar segredo? 



quarta-feira, 22 de maio de 2019

EU TE ABRAÇO


Dia do Abraço. 

Milhões de abraços recebi no whats. Zap. Zap. Pessoas que tenho muito amigas, parentes, conhecidas, colegas, vizinhas.
 Abri a porta do AP, a zeladora fazia seu trabalho. Abracei. Coisa boa aquele abraço. Denise. Entrei no elevador. Dona Maria. Outro abraço. Se fosse o vizinho de cima, acho que eu não teria coragem, ele mal cumprimenta, mas eu tentaria. ? 
O manobrista da academia me deu um abraço, Davi, como sempre. Hoje foi especial. E daí, foi. Até agora, quase meio dia, dei e recebi uns 20.  
Pois eu saí do meu conforto, abri a porta.Três horas, no super, na hidro, na esquina. Gente. Abraços.
Voltei pra casa. 
Fechei a porta.

 Celular ali.Mandei e recebi mais abraços para queridos.

 Mas o abraço de braços que se abrem e se fecham são bem diferentes. 
Vou pra rua, de novo. Hoje à tarde tem Bolão. 
No mínimo, uns quinze abraços.Na volta pra casa, talvez encontre mais gente amada.Mais abraços. 
O mundo se encontra dentro de um abraço.
Mas quem não dá... não recebe!
Tem que ter o EU e o TU. Não existe abraço de um só.