Eu tenho irmãos gêmeos.
Não é todo mundo que tem.
Eu tenho irmãos gêmeos.
Não é todo mundo que tem
E eu os peguei, assim, tão pequeninhos,
Duas coisinhas mimosas
Meus bonequinhos de ouro.
Eu tenho dois irmãos gêmeos: um, é ela, outro é ele.
São gêmeos
Eu morro de ciúmes, eu queria que meu irmão mais velho um ano que eu
fosse gêmeo meu
Mas eu tenho irmãos gêmeos
A Gina e o Adão.
A vida começa aos 60 anos. ATUALIZANDO...a vida começa aos 74. Agora, já estou com 75. A pandemia do Corona Vírus passou. A COVID se transformou em doença, que precisamos tomar vacina todos os anos, o vírus se transformou em coisa igual sarampo. POR ENQUANTO, estou escrevendo, copiando crônicas que escrevi nesses tempos de estranheza numa realidade de idosa. QUANDO eu ficar velha, talvez não tenha vontade de escrever mais. Agora estou com 77 anos. Vou registrar alguma coisa do meu diário.
MINHA VIDA É UM PALCO
Somos como atores neste palco que é o mundo, as cenas são os dias e noites, e o roteiro quem escreve é a VIDA!A vida depois dos 60. É começar novo, novos horizontes, um mundo diferente e muito mais LEVE! A gente está sempre começando, sempre aprendendo...E aos 60 anos, a gente nasce de novo! A minha Infância da Maturidade! COMO SERÁ NOS 70?Na minha ADOLESCÊNCIA da Maturidade...CHEGUEI! Cheguei chegando imaginando a vida toda...70 ANOS! BÓRA LÁ QUE A VIDA TÁ PASSANDO!!!E até uma PANDEMIA!Nunca pensei ...De repente, ficar presa em casa, sozinha. Se sair, o CORONA VÍRUS pega. Horrível todo mundo sem se tocar.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Um Dia Lindo de Primavera
A Primavera apareceu com risos de crianças, jardins remexidos, gente saindo pra rua, assim como o Sol que resolveu dar umas de resplandecende de vez em quando, parece que está empurrando o nublado que teima em ofuscá-lo. É nesses momentos que dá uma vontade de sair sem destino, mesmo que em casa haja tanto a fazer, aquelas tarefas que ninguém vai sentir se não forem feitas. Por que essa necessidade de arrumar tudo, todos os dias, num eterno levanta-arruma-deita-desarruma... Como faz falta uma camareira...Ainda moro num hotel.
Tô revoltada? Tô.
Sabe o que mais? TÔ SAINDO!!! Tem uma feirinha noturna em que tem desde verduras e legumes a comida mineira, pamonha, pastel,acarajé, churrasquinho , empanadas criollas,bebs, enfim...E é bem pertinho. Farei meu dever de ir a pé, no Dia Mundial Sem Carro! ( Quê? Não sabias? Hoje ninguém pode sair de carro...)
Até parece o Dia Mundial Sem Cigarro...Quem cumpriu?
Que não inventem o Dia Mundial Sem Sexo...esse não vai pegar...
Tô revoltada? Tô.
Sabe o que mais? TÔ SAINDO!!! Tem uma feirinha noturna em que tem desde verduras e legumes a comida mineira, pamonha, pastel,acarajé, churrasquinho , empanadas criollas,bebs, enfim...E é bem pertinho. Farei meu dever de ir a pé, no Dia Mundial Sem Carro! ( Quê? Não sabias? Hoje ninguém pode sair de carro...)
Até parece o Dia Mundial Sem Cigarro...Quem cumpriu?
Que não inventem o Dia Mundial Sem Sexo...esse não vai pegar...
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O PODER DO ÓCIO
Dali - O Mestre
Meus dias se esvaíram pelos meus dedos. Dois dias, semanas, onde estão minhas miragens? Perderam-se fora da história? Coisa muito interessante isso, o ócio. O que é ÓCIO? É preguiça. Estado de quem faz nada.
Tem o inverso. Parece quando estava na faculdade, dias cheios de pesquisas, encontros, discussões, emoções, fúrias, tanto trabalho, ainda oito horas de expediente no emprego, também frustrações e realizações; o dia era pequeno para fazer tudo. Então vinham as férias. Ócio. Ócio? Um mês de levantar às dez, café, família, praia, ceva, churras, sexo drogas e rock and roll. Um dia muito cheio e a noite, mais ainda. Fim.
Voltar pra rotina: faculdade, trabalho, acordar cedo, que dificuldade! E TER que escrever a monografia. Só quem passa por isso, sabe. A cabeça está oca. Não sai uma linha.
É isso. O poder do ócio. Quem passa por isso, sabe.
Escrever. Mas está tudo branco. Ou preto. Vazio. Ócio.
Meus dias se esvaíram pelos meus dedos. Dois dias, semanas, onde estão minhas miragens? Perderam-se fora da história? Coisa muito interessante isso, o ócio. O que é ÓCIO? É preguiça. Estado de quem faz nada.
Tem o inverso. Parece quando estava na faculdade, dias cheios de pesquisas, encontros, discussões, emoções, fúrias, tanto trabalho, ainda oito horas de expediente no emprego, também frustrações e realizações; o dia era pequeno para fazer tudo. Então vinham as férias. Ócio. Ócio? Um mês de levantar às dez, café, família, praia, ceva, churras, sexo drogas e rock and roll. Um dia muito cheio e a noite, mais ainda. Fim.
Voltar pra rotina: faculdade, trabalho, acordar cedo, que dificuldade! E TER que escrever a monografia. Só quem passa por isso, sabe. A cabeça está oca. Não sai uma linha.
É isso. O poder do ócio. Quem passa por isso, sabe.
Escrever. Mas está tudo branco. Ou preto. Vazio. Ócio.
domingo, 4 de setembro de 2011
BOMBAS PELA PAZ?
Hoje é curto e grosso. Ouvi no rádio, achei tri, preciso repassar, como tem palavra politicamente incorreta, não foi para o Face. Mas tem muita verdade. A OTAN bombardeando por aí, defendendo a Paz, matando crianças, velhos, mulheres, homens... Disse o locutor, não me lembro o nome, nem sei se a frase é dele:
" Bombardear pela PAZ é como trepar pela VIRGINDADE!"
" Bombardear pela PAZ é como trepar pela VIRGINDADE!"
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
MOMONAVE
Tinha o nome de MOMONAVE a nossa Belina Branca. Por causa do Momoso. Não sei por que chamavam ( e no Brasil ainda ) de Momoso. Talvez porque o pai estivesse sempre presente onde o guri se apresentava, nas Olimpíadas Metodistas, na oratória, nos jogos... só quem participou sabe o que era uma Olimpíada Metodista...E o Instituto União de Uruguaiana, hoje com quase 150 anos, era a 2ª casa da família, avós, pais, tios, primos, e o Momoso lá, as irmãs eram as Momosas...Os amigos e amigas saiam do União e atravessavam a rua Tiradentes (e atacavam minha geladeira), e eram muitos os unionitas que passaram por lá, todos amigos, uma coisa inexplicável de bonita! O guri cresceu, saiu por aí...
Estudando, "parlando, parlando",jogando basquete, muito rock,heavy metal e se quebrando no futebol, torcendo pro Grêmio, como o pai ( putz), estudando e fazendo muita festa. Uma portoalegrense pegou o fronteiriço, e o mundo ficou pequeno, uma filha americana, um filho australiano, e nós cheios de saudades desses nossos grandes amores. A MOMONAVE não existe mais, também, era 1980... Mas eu já descobri que ele está criando outra camionete, uma Honda, tem até goteira, mas como um bom BASCO, não troca a bichinha. Como será o nome dessa? Não sei. Mas o que sei é que sou doida por esse guri quarentão e pela pequena amada família dele. Até o Armandinho fez uma música que eu pedi: " Quando Deus te desenhou, Ele estava namorando, na beira do Mar!" Verdade!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
SOPA DE GARFO
Hoje não dá pra comer sopa de garfo. Sopa é creme, um líquido mais ou menos espesso. Antes, até que dava, tinha desde batata a carne, e tinha caldo, muito caldo.
A Mirinha me ligou de novo. Foi ela que refletiu sobre a sopa de garfo. Anda com saudades da infância, dos irmãos, das refeições em família. Dos filhos na hora da mesa, contando as peripécias da escola e dos jogos de vôlei e basquete e das festas, dos barzinhos... Os filhos da Mirinha sempre gostaram muito de festas e esportes.
" Sabe - falou a Mirinha - agora só querem computador. E dinheiro. E trabalho. Se eu falo qualquer coisa, é pra me arrepender, de repente, não sei mais nada, estou OFF."
- Olha só, Mirinha: Não estás OFF ( viram como a Mirinha está moderna? OFF...) , nem IN, estás é muito chata. Vê se para de pensar só neles. Em vez de tomar sopa de garfo, vai nadar de poncho contra a correnteza, tá?Estás parecendo a Salomé, do Chico Anísio. E olha que o Chico já morreu e não se deu conta...
Olha pra frente, guria! Vai fazer Naturismo com meu amigo Norbert.
Não é Nudismo, Mirinha. É Naturismo!
Vai uma dica de lugar abençoado: Vila Velha, no Espírito Santo. Praia: Guarapari. Tudo de bom. Se não der certo, ainda te resta o Sermão da Montanha, tá legal?
A Mirinha me ligou de novo. Foi ela que refletiu sobre a sopa de garfo. Anda com saudades da infância, dos irmãos, das refeições em família. Dos filhos na hora da mesa, contando as peripécias da escola e dos jogos de vôlei e basquete e das festas, dos barzinhos... Os filhos da Mirinha sempre gostaram muito de festas e esportes.
" Sabe - falou a Mirinha - agora só querem computador. E dinheiro. E trabalho. Se eu falo qualquer coisa, é pra me arrepender, de repente, não sei mais nada, estou OFF."
- Olha só, Mirinha: Não estás OFF ( viram como a Mirinha está moderna? OFF...) , nem IN, estás é muito chata. Vê se para de pensar só neles. Em vez de tomar sopa de garfo, vai nadar de poncho contra a correnteza, tá?Estás parecendo a Salomé, do Chico Anísio. E olha que o Chico já morreu e não se deu conta...
Olha pra frente, guria! Vai fazer Naturismo com meu amigo Norbert.
Não é Nudismo, Mirinha. É Naturismo!
Vai uma dica de lugar abençoado: Vila Velha, no Espírito Santo. Praia: Guarapari. Tudo de bom. Se não der certo, ainda te resta o Sermão da Montanha, tá legal?
terça-feira, 30 de agosto de 2011
CADEIA ALIMENTAR
Todo mundo faz piada com sogra. Poucos falam dos cunhados e cunhadas, mas tem uma piadinha bem pequenininha que diz: " Se cunhado ou cunhada fosse bom, não começava com..." E para um dia de chuvarada, como hoje, a Mirinha me ligou e ficou horas lembrando...
" A mesma mãe, o mesmo pai, a mesma mesa e a mesma comida - família - o almoço uma festa e uma batalha: o bife maior( sempre tem um mimoso), a sobrecoxa( tem 2, a outra é da tia), o ovo da salada, tem mais coca no teu copo, coisas de irmãos - só quem tem irmãos entende - o pai que se garante, dá uma xingada em cada um, "vamos comer em silêncio", a mãe sempre trazendo a melhor parte para o pai, na sobremesa já está todo mundo rindo, brincando,contando as peripécias do dia, assim a família tradicional. E os irmãos crescendo com tudo que é direito, brigas só entre eles, se algum estranho se mete, leva mesmo, " com meu irmão ninguém se mete", "na minha irmã ninguém mete a mão", um código não escrito e respeitado, um amor diferente, de sangue, de união. Um dia... eis que chega um rapaz ou uma moça - um homem ou uma mulher - e o irmão ou irmã não é mais o mesmo nem a mesma. Até a mãe querida vira sogra. O sogro é respeitado, se é do tipo durão. Mas tem os domingos, os aniversários, o Natal, o Carnaval, todo mundo junto, aquelas pessoas que chegam aos poucos, famílias diferentes, não participaram das brincadeiras de criança, aquele bebezinho que a irmã cuidava, o porre do irmão que a mana escondeu dos pais, e... parece que todo mundo esquece...O que vale é aquele amor novo, sexual, que gruda o irmão com aquela estranha, a irmã se derretendo para o estranho, parecem bichinhos comprados por donos ferozes...Enquanto mamãe e papai estavam vivos, ainda tinha uma união, ou reunião, mesma casa, mesma mesa, de vez em quando. Quando mamãe e papai se cristalizaram, as brigas por coisas materiais separaram ainda mais todo mundo. Agora, todos na faixa dos 50 acima, estão de novo se amando. Tanta bobagem, o tempo passou e apagou aquele momento da separação de irmãos. Cada um querendo mostrar os netos...Doenças assustando..."
A Mirinha tem cada uma...
Mirinha, não te preocupa, a vida é isso aí...Os teus queridos irmãos e irmãs, cunhados e cunhadas, ( a família da Mirinha é grande) estão hoje vivendo o papel de sogro e sogra - e sentindo na pele o que os pais passaram. É uma roda-viva, querida.
Na verdade, é uma CADEIA ALIMENTAR.
" A mesma mãe, o mesmo pai, a mesma mesa e a mesma comida - família - o almoço uma festa e uma batalha: o bife maior( sempre tem um mimoso), a sobrecoxa( tem 2, a outra é da tia), o ovo da salada, tem mais coca no teu copo, coisas de irmãos - só quem tem irmãos entende - o pai que se garante, dá uma xingada em cada um, "vamos comer em silêncio", a mãe sempre trazendo a melhor parte para o pai, na sobremesa já está todo mundo rindo, brincando,contando as peripécias do dia, assim a família tradicional. E os irmãos crescendo com tudo que é direito, brigas só entre eles, se algum estranho se mete, leva mesmo, " com meu irmão ninguém se mete", "na minha irmã ninguém mete a mão", um código não escrito e respeitado, um amor diferente, de sangue, de união. Um dia... eis que chega um rapaz ou uma moça - um homem ou uma mulher - e o irmão ou irmã não é mais o mesmo nem a mesma. Até a mãe querida vira sogra. O sogro é respeitado, se é do tipo durão. Mas tem os domingos, os aniversários, o Natal, o Carnaval, todo mundo junto, aquelas pessoas que chegam aos poucos, famílias diferentes, não participaram das brincadeiras de criança, aquele bebezinho que a irmã cuidava, o porre do irmão que a mana escondeu dos pais, e... parece que todo mundo esquece...O que vale é aquele amor novo, sexual, que gruda o irmão com aquela estranha, a irmã se derretendo para o estranho, parecem bichinhos comprados por donos ferozes...Enquanto mamãe e papai estavam vivos, ainda tinha uma união, ou reunião, mesma casa, mesma mesa, de vez em quando. Quando mamãe e papai se cristalizaram, as brigas por coisas materiais separaram ainda mais todo mundo. Agora, todos na faixa dos 50 acima, estão de novo se amando. Tanta bobagem, o tempo passou e apagou aquele momento da separação de irmãos. Cada um querendo mostrar os netos...Doenças assustando..."
A Mirinha tem cada uma...
Mirinha, não te preocupa, a vida é isso aí...Os teus queridos irmãos e irmãs, cunhados e cunhadas, ( a família da Mirinha é grande) estão hoje vivendo o papel de sogro e sogra - e sentindo na pele o que os pais passaram. É uma roda-viva, querida.
Na verdade, é uma CADEIA ALIMENTAR.
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