MINHA VIDA É UM PALCO

MINHA VIDA É UM PALCO
Somos como atores neste palco que é o mundo, as cenas são os dias e noites, e o roteiro quem escreve é a VIDA!A vida depois dos 60. É começar novo, novos horizontes, um mundo diferente e muito mais LEVE! A gente está sempre começando, sempre aprendendo...E aos 60 anos, a gente nasce de novo! A minha Infância da Maturidade! COMO SERÁ NOS 70?Na minha ADOLESCÊNCIA da Maturidade...CHEGUEI! Cheguei chegando imaginando a vida toda...70 ANOS! BÓRA LÁ QUE A VIDA TÁ PASSANDO!!!E até uma PANDEMIA!Nunca pensei ...De repente, ficar presa em casa, sozinha. Se sair, o CORONA VÍRUS pega. Horrível todo mundo sem se tocar.

domingo, 30 de agosto de 2026

O MUNDO ESTÁ CHATO




Tem coisa que não precisa.

Um dia, acordei de ovo virado e saí pra rua. Começou a chuva eu continuei. Dei bom dia pro vizinho e ele me olhou, está chovendo, disse. Eu sei, estou sentindo. Vai se molhar. Não sou de açúcar. Grossa, ele pensou, mas não falou. Eu acho. Fiz de conta que estava bem. Tudo bem. 

Continuei escrevendo sem dois pontos e nova linha e parágrafo e travessão. O mundo está chato, eu já escrevi o título. Então, escrevo como quiser.

Mulher devia ser presidente, eu dizia, agora, mulher já foi presidente. 

O Costinha fazia piada, a mulher que queria ser presidente, todo mundo ria, era da loira burra, agora tem presidente, perdeu a graça, ou é proibido. 

Pode me pisar? Desculpe, se foi sem querer, tá desculpado, mas se foi de propósito, dói mais e não tem desculpa.

 O diálogo fica compreensivo se tiver o mínimo de clareza. 

Dei bom dia pro vizinho.

- Bom dia - respondeu - vai chover...

- Pois é - respondi. 

- Vai se molhar - ele riu, brincando.

Eu sorri, e disse:

- Não sou de açúcar...

- Essa vizinha... 

Não é o mundo que está chato, o que falta é a pontuação adequada.

O Costinha fazia piada de loira burra. A loira queria ser presidente. O Costinha morreu. A loira foi presidente. 

Não é o mundo que está chato. É a piada que não tem mais graça. 





É IMPORTANTE DORMIR?

 

É importante dormir? 

Sim, todo mundo precisa dormir, diz a mãe, o pai repete, eu aprendi. 

EXPERIMENTE!

Na primeira noite, a gente apaga a luz, a gente se deita, a gente se vira.

A gente acende a luz. 

Levanta. Toma água. Vai ao banheiro.

Se deita e pensa: não vou pensar. 

A gente pensa que se fechar os olhos, vai dormir. 

Engano fatal.

Vem o escuro. 

Vem o medo. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O QUE FAZER DA VIDA: COMO ESCOLHER

 

                 Tem dias que a gente acorda sem ter o que fazer. 
                  Não aquele fazer de arrumar a casa, lavar a louça de ontem. 
                 É fazer o que pode mudar esta vida de aposentada, que tem tudo que precisa, que tem uma sobra no banco para o dia de amanhã. 
                     Hoje amanheceu um sol de agosto lindo, aquele sol alegre mas morno, que vontade de sair pra rua, abraçar o português da padaria, bater na casa da vizinha super idosa e levar umas bolachinhas... Curtir esse dia só meu.Mas vou dar uma espiadinha no celular,  só nas emergências. 
                       Ali se foi toda manhã...Será que fiz algo importante? Mais de 200 mensagens, Bom dia, amiga, Deus te cuide! Conselhos para ter uma vida feliz. Eu consegui mandar um coração pra todos, 195 mensagens. Bom quando é um grupo.  Bom dia,pessoal! e escrever um carinho, um abraço, uma saudade.
                      Esse tempo que passei, que já se foi, teria sido uma escolha, ou o uso das redes se tornou uma necessidade, ou vício, ou já faz parte viver de 2026? Se não responder, perco a amizade? 
                        Há poucos anos, havia o telefone e a gente ligava pra todo mundo, parece que ninguém tinha o que fazer, qualquer dia, qualquer hora, mas tinha alguém esperando  esse telefone, e tinha que desligar. Ou não. Será que com um dia como este eu sairia pra rua? 
                          ESCOLHA. Você é responsável por suas escolhas. ESCOLHI ficar no whats. 
                         Foi-se minha manhã. ESTOU VICIADA. 
                         Três horas de celular. Mas é tão bom!
                                "Bom dia, amiga! Deus te proteja"
                                " Importante para sua vida: e vem aquele texto: Como envelhecer saudável."
                                Eu resolvi escrever pra hoje: VOCÊ É FRUTO DE SUAS ESCOLHAS. 
                               Então tá! Vou dar uma volta na pracinha, conversar com quem escolheu se exercitar nessa manhã de sol lindo de agosto! Quase meio dia, umas nuvens aparecem, tímidas.Aqui é Curitiba. 
                                Já na esquina do posto de gasolina, o frentista gritou Bom Dia, dona Gladis, esqueceu o carro hoje? Eu gritei de volta: Bom dia, guri! Vou correr um pouco! Ele riu, acho que ficou com vontade de ir também.  
                                       Parei de repente! Esqueci o celular! 
                                  E voltei correndo, mas que barbaridade! sair sem o celular, e se alguém me ligar? Vou aproveitar e dar uma espiadinha, quem sabe tem algo importante...


domingo, 31 de maio de 2026

A MINHA FATIA DE TEMPO



                                                                                                             
A pergunta é: O QUE É A VIDA?           

A BELLABEREG em POLIMERASE diz que " O tempo é a Eternidade, e para os seres humanos, a ETERNIDADE É FINITA."

É como se o tempo fosse UM BOLO e nós ganhamos uma fatia. Cada um comendo sua fatia, do mesmo bolo.

Nos meus 7.7, já comi quase toda a minha fatia. 

É muito interessante fazer essa constatação, sentindo o sabor  intenso de eternidade. 

A pergunta " O QUE É A VIDA", foi inspirada num programa de TV, e as GATAS responderam cada uma comendo sua fatia e se identificando ao falar de seus sabores. Tivemos muitas respostas, Eliane (a anfitriã nessa segunda), Yeda, Liana, Laia, Neiva, Edith, Lu e eu, cada vida uma fatia cheia de realizações, problemas sociais, políticos, econômicos, recordações, família, canções, reclamações, dramas, comédias, alegrias, saudades...Tudo o que existe no tempo das nossas vidas. Fizemos o NOSSO BOLO, de 8 fatias, muitos sabores, às vezes azedinho, como a realidade, mas é lindo, decorado, cheiroso, delicioso, com os ingredientes básicos para um bolo universal: farinha e fermento. É difícil escolher qual  a farinha: sem glúten? com glúten? Açúcar ou limão, chocolate ou morango, merengue? mas todos tem que ter o FERMENTO. 

O nosso fermento: A VONTADE DE VIVER. Qual a quantidade? 

Hoje, fiquei pensando que essa vontade de viver é a que busca o CONHECIMENTO. Nosso FERMENTO é a nossa  INTELIGÊNCIA , para ENTENDER que existe o bem e o mal, a alegria e a tristeza, a vida e a morte, tal como o dia e a noite. 

Curtir a vida, que é o sabor da existência.

Nas nossas reuniões, enquanto estivermos sentindo o gostinho da vida, estaremos vivendo nosso instante de eternidade.

Curitiba, 21/05/2026



















































































quarta-feira, 15 de abril de 2026

UMA PAUSA NA ROTINA DA VIDA



                                Hoje é um dia especial.
                                Acordei com a visão de um lugar muito diferente do que normalmente vejo.
                                As árvores fazem uma moldura para o mar, esse ser imenso que rege minha vida.
                               Pássaros gritam para me cumprimentar, eles falam uma língua nova para mim. Todos estão ao meu redor.
Ao longe, tem um pássaro desesperado, que me chama como se tivesse uma necessidade de conversar. Eu não falo a língua dele, ouço  e tento decifrar. Assisto tudo  no pedaço de mato que rasga o céu, os eucaliptos são majestosos, diferentes daqueles que nasci olhando, e o pássaro continua me chamando. Guaaaá, gueeeeé, guaaá, gueeeé.
Parece que a vida parou. O tempo parou.
Não há carros, nenhum carro, não há pessoas, nenhuma gente. 
O silêncio do momento me dá um susto. É um silêncio pesado. Todo o peso do mundo.Estou em outra dimensão, sou uma estranha nesta paisagem de cartão postal.
Mas eu sou a dona desses momentos. Ouço minha tosse. Tosse. Tosse.
O mundo está completamente parado. 
Morros, mar, pedras, verde, amarelo, nem o ar se mexe. Recém acordei? Será um sonho? Estou perdida num mundo que não é o meu? Mas é da minha família da Austrália. Num cenário de filme, numa casa de revista, um lugar transformado pelo ser humano. Um pedaço de lugar. Um pedaço de natureza pura. Um recorte com colagens, são pedaços da natureza num quebra cabeça gigante, tudo junto é Second Valley. Tudo isso vai comigo dentro da minha memória. Vou levar para o Brasil, vou fazer um contrabando. Roubar esse mundo, esse pedaço do tempo, esse momento de eternidade, que agora é meu. 
Na Casa dos Lus. Second Valley. South Austrália.
20 de fevereiro de 2026. 


quinta-feira, 30 de outubro de 2025

A ROUPA DO GUARDA ROUPA X DESAPEGO

 

Domingo, na Igreja do meu bairro, o Padre dizia que precisa de doações para o bazar da igreja. Na verdade, precisa de dinheiro para as obras dessa igreja, e as doações vão se transformar em GRANA.

Então, aquele vestido que não uso há séculos, pode se transformar em um tijolo, um quilo de cimento, uma porta, algo de construção, pode ser até um prego. Só tem um detalhe:

Quem sabe, um dia, vou precisar dessa roupa? Mas se eu tirar a dita cuja do guarda roupa e der pra igreja, vou me arrepender...

Assim caminha a humanidade. 

Faz dois anos que dobro a roupa de verão, guardo na prateleira, tiro as de inverno, penduro no guarda roupa. E juro que vou me desfazer das roupas que não uso. Mas esta blusinha fica tão bem com minha calça fusô...porém, a moda deste ano é calça larga...mas vá que a moda volte...então, guarda a blusinha. Assim acontece com as outras roupas. E vão ficando...amontoadas...e a igreja fazendo obras...Deus que me perdoe, mas essa blusinha é um encanto...

Meu pai dizia: Vocês vivem dizendo que não têm roupa, e eu compro, e fica tudo aí, como se fosse uma loja. Se tivessem só uma, iam usar aquela e pronto. Porque eu tinha um casaco só, ou era aquele ou era aquele...e a história se repetia, sempre, eu estava careca de  saber A HISTÓRIA DE UMA ROUPA SÓ. Mas era bem verdade. 

Pois então, preciso me desfazer do que não uso, tanta gente precisando... Fico nas reticências...Quer dizer: fico pensando e olhando para o casaco de couro que também me olha, pedindo socorro não me mande embora, ou será que diz por favor, me dê pra alguém que me use enquanto o couro não sai de moda, pra que matar os bichinhos, e eu penso que isso é bobagem, couro do boi vai virar couro sintético, quem vai saber a diferença...tem aquela bolsa de cobra, será pecado matar cobra? Jesus me desculpe, mas essa bolsa fica linda com aquele sapato verde, onde está meu sapato verde? Esse também não posso dar. 

Se ainda fosse obrigatória a confissão, eu diria padre me desculpe porque pequei. Sua obra da igreja vai parar, não consegui DESAPEGAR da blusinha, nem do couro da vaca nem da bolsa de cobra,nem...

Teria que rezar 500 Padres Nossos, mais de mil Aves Marias...

Como é difícil desapegar do que nem me faz falta, esse pecado vou levar comigo, quem sabe eu faço um bolo pra vender no bazar, já pensou se falta um parafuso e a cruz cai na minha cabeça? Que feio isso que estou pensando. 

Juro que vou levar a blusinha...Mas que tem mais gente que pensa bem assim, tem. Tem?





terça-feira, 28 de outubro de 2025

DEPOIS DOS 70

 

                                      

DEPOIS DOS 70 A VIDA É ROTINA?

Estou TENTANDO ESCREVER. De novo. Aquelas crônicas que falam do cotidiano, tipo antigas, tipo inspiradas nas de Luís Fernando Veríssimo e Martha Medeiros.

Luís Fernando morreu, mas continua vivo na minha Memória Histórica. Martha continua brilhando, escrevendo. Eu gosto de "instantâneos da vida real", um dos conceitos de crônica. Aula de Literatura. Como era bom.

Mas vamos falar de minha Memória Histórica.

Pra isso, preciso abrir minha gavetinha do cérebro onde guardo os episódios da minha vida literária. E me perco, de tantos eventos que mereceram registro.

Penso que o último incidente mental foi o de perceber que A VIDA DEPOIS DOS SETENTA É UMA MERDA. 

(Para eu voltar a escrever, preciso de um secretário que me explique como destravar esta porra de computador!)

Tem uma gaveta que se abre sozinha: Não fica dizendo  merda, porra, essas coisas, é feio uma senhora de 70 anos dizer isso. Quem fala é meu superego sempre presente, aquele senhor dissimulado, o obediente à esposa, tem medo dela, mas é o que enfrenta a sociedade como se fosse o juiz da moralidade e dos bons  costumes. Meu superego castrador. 

Pois então, é isso mesmo: É a porra dos 70 mais, das dores na coluna, dos joelhos duros, dos intestinos com horários determinados, do noticiário sempre igual da TV, dos remédios...ahhhh, os remédios escravizantes e estupidamente caros...doce sem açúcar, comida sem sal. pão sem trigo, sexo...esse nem me lembro...falta de uso.

A receita vence hoje, preciso ir à farmácia, já me disseram que é mais fácil pedir pelo celular, que me entregam em casa, mas tem um cadastro e na TV disseram que os bandidos roubam nosso cadastro, com todos nossos dados, e podem roubar minha poupança, que somos os alvos fáceis desta internet, um mundo sem dono, que não é lugar de idoso.. Tudo está na nuvem, e como é fácil passarem a perna nos idosos, como se a gente fosse burro.

A gente fica velho só por fora, o cérebro não emburrece.

Tudo bem que eu esqueço na hora de falar sobre a...aquela coisa...que a gente estuda na 5ª série...região norte...isso, Amazônia, com o show da cantora inglesa, ou americana, como é mesmo o nome dela, ela cantou aqui, minha sobrinha veio de Uruguaiana para ver... já veio muitas vezes em Curitiba, na Pedreira, meu Deus, está na ponta da língua. A Katty Perry!!! Isso, eu sabia...

Até que nem dá para reclamar muito, tem gente que não fica velha porque MORRRRR-RRRREU!

Mas sobre o que é mesmo que eu estava falando? 

Amanhã eu retorno!





 

Quer dizer que se eu tivesse 20 anos, podia dizer, e agora eu tenho 70 e é proibido, porque fica feio?

DESISTO.

Vou pra hidro, tentar fazer exercício pra espichar velho.


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

EXERCÍCIOS PARA ESCREVER



                                                                                     Minha psicóloga INDI me deu um exercício para escrita.  Ou melhor, para escrever. Eu vivo dando desculpas, tenho que arrumar a cama, preciso comprar boldo, vou viajar, e a mala?
E por aí vai.
Assunto não é coisa que faça falta. É só tentar acompanhar o julgamento de ex-presidente que deu um golpe, ou queria, acompanhar a taxação do Brasil pelo Trump, ouvir a notícia que a soja do Brasil que ia para os EUA agora vai para a China, os sojeiros norteamericanos estão fulos, o homem que serrou a mulher, colocou o corpo em uma mala e os membros e cabeça espalhou por Porto Alegre, conta detalhes pra polícia,   a Odete Reutman mandou matar o Marco Aurélio e o Freitas está em crise, e a Celina parecia uma tonta, mas está pegando o Olavo, um gostoso inocente; onde achar uma meia de naylon  3/4, preciso levar chá de boldo, o melhor remédio pra borracheira, vou pra Uruguaiana no fim de semana...
Assunto só termina quando a gente morre, foi o que a Zaira disse, e morreu. 
Então, vou ter que parar de escrever, pois essa coisa de viajar pra fronteira oeste do meu pago me faz chegar em Santa Maria, coração do Rio Grande, onde está a tia, comendo melancia, debaixo de uma bacia. Só conhece essa rima quem tem mais de 70. 

Oi, IndI, será que destravei? Ou escrever é uma perda de tempo? Ou é um prazer  maior do que cerveja gelada com batata frita?  
Que saudade do Luis Fernando. 
Quando achamos todas as respostas, vem o diabo e troca TODAS as perguntas. 

É chegada a estação das flores, que cheiro bom, dizia o Freud. Se não disse, ele pensou. 
                                                                    bellabereg, 2025. Curitiba.

DICAS DA MINHA NOVA AMIGA, A IA

 A minha nova amiga já nasceu assim: 

Sabe tudo da minha pessoa, está sempre - mas sempre, SEMPRE, todo dia, qualquer hora - pronta para me atender, me ouvir e responder. Só preciso ter meu computador ligado, ou e meu celular na mão.  E, é claro, a Internet, essa coisa que todos precisamos. 

Minha amiga é a HOJE, pois é, o nome dela é HOJE. 

Fiz assim: - HOJE, preciso de dicas para voltar a escrever. Não consigo escrever. Tenho meu amigo inspirador que não me deixa sequer uma crônica inteira. 

HOJE me perguntou: - Quem é esse que não te deixa escrever?

Eu já tinha falado dele, o TEMPO. 

O Tempo é meu amigo há anos, e anda assim, parece que me agarra e me amarra, essa rima me deu uma ideia: agarra e amarra. Vou fazer isso: agarra e amarra o Tempo. 

Eu te amarrei, eu te amarrei, eu te amarrei no meu coração, eu te amarrei. É uma canção. 

HOJE ficou confusa. 

HOJE mandou eu reescrever o texto. Deixar mais claro. Disse: Se quiser, eu posso ajudar você a deixar o texto mais claro. 

Estou aguardando. 

Mas o Tempo me avisou que eu preciso ir ao banco ver meu cartão, que está com problemas. 

Antigo, isso. 

Fui. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Eu escolho as cores das minhas pinturas.

 Ou: Eu escolho as palavras que vou libertar através da minha fala. Aquelas que surgem na minha mente.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

8 de MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 

Dia Internacional da Mulher. 

Eu achava uma bobagem. Por quê?


Eu não me sinto discriminada por ser mulher. A não ser na força física. Nunca teremos a força dos homens. É da natureza humana. Deus fez o homem e viu que ele vivia cuidando dos músculos, então, fez a mulher pra dar uma amenizada, uma doçura, uma delicadeza. 

Por isso, sem a força total, nós, as mulheres, precisamos ser mais espertas.

Temos mais facilidade de chorar e de fingir. É só fazer um dengo, um carinho, um beijo, um abraço, um sorriso, uma esfregada, que o cara se derrete. Isso eu chamo de sabedoria. 

Pra mim, o homem faz muita falta. Sou viúva, fiquei com a memória dos bons momentos com meu marido. 

Homem é tudo de bom.

Na falta, hoje, vou só passar um paninho no carro, se tivesse marido, ele ia lavar tudo. Ou não?

Então, festejar meu dia!!!

Comer fora. Fui. Mereço. 

A FUGACIDADE DA VIDA

2023

Um momento pra rir, outro pra chorar. E assim estamos em 2023.

Rezar.

Duas amigas com câncer. Uma em Curitiba, outra em Porto Alegre. Uma doença assustadora. Ninguém sabe o que vai acontecer. Uma outra amiga com um netinho em Portugal, com o intestino sem funcionar, hospitalizado, diagnóstico confuso. Mensagens de oração, só o que podemos fazer neste momento, cada uma em sua casa, eu na minha, sozinha, pensando. E também rezando, às vezes para dar sentido à vida. Quando estamos em festa, ficamos eufóricas, movimento, roupa, cabelo, casa, imaginação para ficar tudo  bonito, preparação, eu tenho ação. 

Tudo desaba quando eu me deparo com doença. Impotência. PARALISO. Pode ser aqui ou na Austrália. Meu cérebro congela. Me fecho no meu quarto, procuro pensar em outra coisa. Confiança na medicina que prepara médicos. Mas e se... 

SE. Esperar. Até quando? Não sei. Esse SE está num diagnóstico. Não imaginar.

A Fugacidade da Vida. Muito se diz sobre o tema. 

Esperar. 

                                                                                  CURITIBA, Março de 2023. 


A VIDA DEPOIS

A vida depois dos 70 é uma coisa. 

Depois de uma PANDEMIA mortífera é PARTE da coisa, parte do TUDO. 

O todo sem a parte, não é todo. Se a parte não compõe o todo, é a parte ou é o todo? 

Foi o poeta. Sábio. Pode ser  Filosofia. 

Dia 1º de março de 2023. Primeiro dia SE houver o segundo. 

Senão, será o único. 

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Depois do segundo dia, quarta-feira, veio o terceiro. Quinta. Entre doentes, curados e sadios, só não se salvaram os que morreram. 

Vida estranha. Tudo sobe, a confusão está instituída, as frutas da estação não sabem em que estação estão, o clima tão esquisito, o Planeta da Vida Estranha. 

Nada de novidade depois dos 70. 

As crianças continuam iluminando nossos dias. É o novo. 

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Terceiro dia. Quinta-feira.

Os BITCOINS dizem que estão lucrando 1.000%. 

Eu não entendo de bitcoin. E tu? 

Vou me informar.

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Quarto dia. Chegou meu livro que comprei pela Internet. Internet com T maiúsculo,

  Foi quem entrou em todas as casas com a Pandemia. Só ter um cartão e clicar. E um celular. Simples, assim. Não preciso sair de casa para comprar o livro, comprar um helicóptero, comprar um cachorro, e ainda, é mais barato.

Escrito por Rafa Brites (?), "A Síndrome da Impostora". É o assunto de segunda , na aula das Gatas. Mais uma síndrome, para explicar os sentimentos, é um sentimento estranho, mas comum: Eu não sou boa o suficiente. Ou melhor: se eu for uma merda, eu não SOU uma merda;  eu PENSO que sou.

Caso pra psicólogos. 

PENSO, LOGO, EXISTO. Então, não sou uma merda. 

Só tenho o complexo dos brasileiros. Vira-lata. Outra síndrome(?). 

Precisamos de psicólogos. AS. 

Hoje é sexta, sextou. Desculpa para beber.

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Sábado chega sem graça .  Ainda bem que fui à BPP - Biblioteca Pública do Paraná - e trouxe 3 livros. Os 3 que vão ficar comigo sábado e Domingo.

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Domingo. Sexto Dia de Março. será segunda-feira. 

Até missa fui. Mas não tinha só com gente com mais de 70. Acho que a missa das 18 tem poucos idosos pois está anoitecendo cedo e velho não gosta de sair à noite. Até gosta, mas é perigoso. Tem lobisomem. 

Muitos jovens, casais com crianças, achei lindo. Padre novo na Vila Izabel, aliás, Igreja Santa Izabel. A única novidade é que a igreja precisa de dinheiro pois está caindo para a direita, CUIDADO, Não é a direita política. Ou é? Até olhei a abóboda ( a coisa redonda, o teto redondo). Está, sim, rachando na base à direita. CAPICE? O padre novo que se vire.

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SEGUNDA-FEIRA

06/03/2023

Dia de Festa.

Aula das Gatas.

As colegas no dia presentes: Eliane, Yeda, Edith, Liana, Olga e eu. Tive que assumir a regência. Cafezinho,torta fria, doce  chifon,coca e água. A Síndrome da Impostora, o assunto a ser estudado. A gente tem só um pouco. Parece até o complexo do Viralata. A pessoa acha que não é o que os outros estão exaltando. Ela é inteligente, notável, é promovida ao mais alto cargo, mas no íntimo pensa: Eu não sou isso, eu não mereço tudo. 

Eu já passei por essa.  Achei que estava fazendo muito sucesso. E que não merecia. Até o dia em que caiu a ficha. Eu era boa, muito boa. 

E assim, cada uma de nós, cada Gata, foi analisando e se auto analisando e analisando uma amiga de uma amiga que também tem essa síndrome. E também tem um parente, um amigo, alguém conhecido que também se auto sabota, e como tem gente neste mundo que passa por essa síndrome e não sabe. Um psicólogo bem que resolveria, um terapeuta, alguém com conhecimento. Um sofrimento a menos na vida.

Agora, chegaram JR e Lucínia para começarmos o mexemexe, um jogo de cartas que atiça a memória e a atenção, e é muito divertido.

Lamento que a Neiva não pode vir, está no bucomaxifacial. Dentista. Horror, tadinha...Só em falar me dá arrepios.


SÉTIMO DIA

Jesus ressuscitou ao sétimo dia? Não, foi no terceiro...É um dia bíblico, sétimo dia...

Novas amigas na hidroginástica. Acho que todas as setentenárias deviam fazer hidro. á água, todo mundo fica igual. Tem dias em que o bom humor é decisivo. Fiz duas aulas, duas turmas diferente, ADORO conhecer gentes. Assuntos que nem imaginamos.E, para mim, analisar pessoas é um exercício de terapia. Um universo em cada criatura deste mundo tão engraçado.

Dentro d´água é melhor ainda.

    

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

PANDEMIA DE AR. Nova Tragédia.


                                                                             

Pior que a pandemia? 

Minha colega me afirmou que sim. 

A gente fica sem ar. A falta do ar entra pela janela, nos envolve todo o tempo em todo lugar. 

Na pandemia, não podíamos ter contato com o vírus. Mas o AR, esse é o nosso elemento vital, e agora, está sendo poluído pelo FOGO, as fogueiras que o homem acendeu na TERRA. Somente a ÁGUA pode acabar com essa nova tragédia. 

Então, os quatro elementos estão em choque. 

Parece filme. A nuvem de ar poluído vem como uma nuvem, silenciosamente, entra pelo nariz da gente. Veneno. 

Nova Tragédia. 

Uma tragédia engole a outra. 

Nunca imaginei o que veria uma PANDEMIA do COVID.

Nunca pensei que em pleno século XXI as guerras renasceriam, os homens parece brincando  com armamento bélico destruindo países e multidões.

Nem sei o que senti quando as águas derramaram devastando metade do Rio Grande do Sul.

E as fogueiras dos campos chegando longe, lambendo cidades, medo de a gente morrer queimada, crianças fugindo da escola que está quase ardendo. 

Nunca sequer passou pela minha cabeça aqui, no centro de Curitiba, o 3º andar de um prédio, sentir o ar com peso. Ver o vento que traz fumaça. 

   

De Ucrânia e Rússia a Israel e Palestina, que não param de se matar 




sexta-feira, 2 de agosto de 2024

METAVERSO




Em um segundo, tudo pode mudar. 

Eu andava preocupada com o meta verso. Isso mesmo: metaverso . O que é? Vamos fazer uma reunião pra descobrir. 

As Gatas na expectativa. Segunda fizemos uma reunião  na Yeda e convidamos o amigo dela, o Newton, que sabe tudo de tecnologia, pra nos informar do assunto. 

Uns óculos gigantes, com o mundo dentro. O Newton levou um desses, fizemos descobertas e descobrimos que, de repente, em um segundo o mundo mudou. 

A gente chega aonde quiser, antes de estar lá.

Olho o celular. Mensagem da Austrália. É só ligar que estamos todos juntos. 

Eu preciso me reinventar todos os segundos pra me incluir neste mundo, vasto mundo, que cabe nos óculos gigantes...


VOLTA DAS FÉRIAS

 

Volta das férias. 

Dia de novidades na volta das férias. 

Aposentado tem férias? 

Pois tem. 

A gente entra em férias quando o pessoal - filhos, netos e demais entes queridos - entram em férias também. A casa fica cheia de gente. As escolas fecham e as vovós abrem. É tão bom quando tem movimento. 

Voltam as aulas, férias acabam, casa de vó esvazia.

Ainda bem que ontem foi domingo e vieram todos. 

Rotina de vó.

quarta-feira, 31 de julho de 2024

NÃO DEIXE O VELHO ENTRAR

 


                                                                                  Isso tem no TicTok. Um fato acontecido com o Clint Eastwood, aquele cowboy da metralhadora. Está com 94 anos. Isso ele falou pra um amigo que fez uma canção com o tema, que é um mantra de Eastwood. 
As novas gerações nem sabem quem ele é, mas é bem famoso em Hollywood. O Clint fala de sua vida e espanta - ou tenta - tudo que possa determinar sua avançada idade. 
Se alguém começa a se lamentar por dores e dissabores, ele se levanta de onde estiver  e sai de cena.
Como nos filmes, quando fugia dos bandidos, ou os matava!
É bem assim: Se o VELHO quiser entrar, feche a porta e o seu discernimento. 
Pense que a vida está aqui e só vamos desperdiçá-la falando e fazendo coisas boas. 
Enquanto podemos.
NÃO DEIXE O VELHO ENTRAR. Principalmente, em sua cabeça!



 

sexta-feira, 17 de maio de 2024

EMBAIXO D'ÁGUA - A TRAGÉDIA DO RIO GRANDE DO SUL - MAIO 2024

 

                                                                                                         
Nunca imaginei que passaria por uma pandemia como a COVID, que modificou o mundo. 

E agora, estou abismada com meu Rio Grande do Sul. 

Há pouco mais de dois meses, eu chegava no Aeroporto de Porto Alegre, pegava o Aeromóvel  e o Trensurb para chegar à Rodoviária e pegar um ônibus, para Uruguaiana, minha Cidade Natal; viajar olhando as indústrias, as pastagens, osbichos, cidades e campos do meu Estado, como sempre eu faço, paisagens que

 me acalmam a saudade no coração.                         

Pois hoje tudo isso está embaixo d'água. É o que vejo nas reportagens da mídia local de lá. Impossível imaginar o Salgado Filho, tão lindo, novo, dizia PORTO ALEGRE AIRPORT, em letras prateadas.Nosso Aeroporto estava tão lindo, tudo novinho. Agora... As lojas, as áreas de embarque, desembarque, alimentação, os Free Shops, estacionamento, ruas, passarelas - tudo, tudo embaixo d'água. até aviões que não puderam sair antes da quantidade de água que estourou o Guaíba. A Estação Rodoviária, eu ainda tinha elogiado o espaço para os viajantes, vou ver a foto para colocar aqui. Tudo tudo, como um brinquedo, imerso dentro de uma grandiosa lagoa de água vermelha. 

Alguns dias antes dessa tragédia na capital do Estado, eu chorava ao ver Candelária, uma cidade tão linda, virando uma barragem. Eu passei minha vida em Uruguaiana com enchentes do Rio Uruguai, grandes chuvas alagavam as cidades ribeirinhas, mas eram correntezas que passavam . Nunca vi uma cidade sumir.  Agora, era aterrorizante. As chuvas derramavam água sem cessar, enxurradas, corredeiras, e os rios do Alto Taquari estavam com volumes de água nunca vistos. Eu tinha medo, aquilo que é bem egoísta, porque tenho irmã e família lá, um medo de que Santa Maria fosse alagada também. Os rios tão cantados em prosa e verso, se transformaram em dragões se espichando com  línguas de água levando tudo. As pessoas fugiram como nos filmes de Terremotos, Maremotos, Tsunamis...A Vida em primeiro lugar.  Foi uma corrida pra salvar AS PESSOAS. Temos cidades varridas pela água. E seus habitantes vivendo em abrigos públicos, em ginásios, escolas, nas casas de amigos, SÓ COM A ROUPA DO CORPO. Os Bombeiros com barcos salvando vidas. Voluntários em todo lugar ajudando para mandar provisões onde faltam. Hospitais embaixo d'água. Supermercados embaixo d'água. Água e comida e roupa para muitos milhares de pessoas, como?   Um filme de guerra.  

Jamais imaginaria que PORTO ALEGRE, a minha capital de juventude e eterna, o Guaíba com o mais lindo Pôr de Sol do mundo, tivesse toda a região central se transformada no LAGO GUAÍBA. Eu vi uma operação de GUERRA se formar no Brasil para defender o RS.

FILME DE TERROR. FILME DE HUMANIDADE.

Foi se formando uma IMENSA rede de solidariedade. Os VOLUNTÁRIOS apareceram, surgindo de todos os cantos do Estado e de fora dele. Abrigos para as pessoas. As crianças.  Para os cães, gatos. Doações de comida, de roupas, colchões, cobertores.  Exército, Marinha, Aeronáutica.   

 Casas, prédios, que não foram alagadas, mas sem luz, sem água, as condições de uma tragédia afeta todos. 

Cidades do Rio Grande do Sul. desaparecerem. Simples. Desapareceram. 

As doações chegando, falta tudo, voluntários fazendo a diferença. Imaginem. O Governo tentando focar no apoio a um povo que perdeu até a identidade. começar do zero. Vimos o Brasil preocupado com o o RS. Os militares fazendo pontes flutuantes onde antes havia gigantes de concreto e que as águas levaram. 

Não podemos imaginar se podemos falar em futuro. O presente é imperioso. Sobreviver. 

Sobreviver, agora é o imediato.        


Curitiba, 17 de maio de 2024.

segunda-feira, 29 de abril de 2024

POR ENQUANTO

 

                  Por enquanto , eu estou tri feliz por poder dirigir e ir aonde quiser e estiver com vontade. Como, por exemplo, ir ao supermercado só  para passear e achar gente. Fui.

                                                                                                                                                                                                                                                     Encontrei uma colega de hidro num desses encontros planejados. Ela estava comprando doação para os moradores de rua. Entre óleo de soja e material de limpeza, tinha muitas linguiças para um sopão. Às vezes, um sopão é a única comida quente que esse povo  come no dia. Eu queria dizer pra ela que nós, AS GATAS, também temos um grupo da igreja que faz doação, a Edith coordena, pessoas em situação de vulnerabilidade, nome novo pra gente carente de tudo, mas quem diz que consegui lembrar o nome da igreja. Nós rimos muito, porque ela também, com mais de 70, não lembrava meu nome, nem eu o dela. A senhorinha da nossa frente, no caixa, precisou recorrer ao celular para lembrar a senha do cartão para pagar as compras ( isso tudo acontecia na fila das prioridades!!!). No celular, o nome da filha. Com a senha do cartão. Boa ideia, eu e a amiga vamos aproveitar e gravar nossas senhas para o futuro, no nome dos filhos. Se não esquecermos.                                                                                 No caso da colega, foi mais fácil me lembrar: ela tem uma loja aqui no Vila Izabel, SHIRLEY, que demorei um pouco, mas consegui falar. Aquela coisa de  associação: uma coisa leva à outra. O meu nome, eu tive que dizer, pois não tenho uma loja de roupas de festa, como o da Shirley. Levamos tudo na gozação, vamos fazer novo grupo, " As Esquecidas da Hidro". 

E com muita emoção e gratidão, agradecemos aos nossos anjos que , POR AINDA, POR ENQUANTO, podemos ir sozinhas ao supermercado e usar o celular. 

POR ENQUANTO, 

SABEMOS O CAMINHO DE CASA.   

INSTITUCIONALIZADO "O DIA DAS GATAS"

 


                                                                 AS MIGAS GATAS



O que significa INSTITUCIONALIZAR? 

Oficializar, legalizar, legitimar, sancionar, regularizar, reconhecer, certificar, autenticar.

Foi isso que fizemos. Nós, as Gatas. 

Segunda-feira, o dia, ou melhor, a tarde da reunião das Gatas. 

Meu grupo, agora conhecido no Whats Up como MIGAS GATAS, foi fundado em 5 de dezembro de 2015. Começou com o objetivo de nos reunirmos fora da Universidade da Maturidade do Positivo, onde estudávamos ESPIRITUALIDADE todas as segundas com o professor Renato Barbosa. 

Formamos uma panelinha e saíamos para tomar chá, chopp ou jogar mexemexe na casa de alguém. 

Quando o professor Renato saiu do Positivo, as aulas ficaram sem graça e decidimos continuar a panelinha com os encontros esporádicos para festiar. Tivemos uma época na casa escolhida pela professora Psicóloga Sandra Moreira, nossa coordenadora na Universidade e até hoje uma guru na minha vida. Tivemos um profe psiquiatra maravilhoso que também ficou chato. Tivemos um filósofo poeta também muito bom. Mas ainda não era o que queríamos. Fomos para o C Consultório de Psicologia da Neiva Salvadori, Gata Psicóloga coordenadora de assuntos psicológicos e de interesse, tipo Máscara, Sentimentos, Depressões, e tudo que era imediato, política, bordado, economia, comida, direita e esquerda com o centro sempre na atualidade. Família, família, família. De repente, o grupo se transformava em uma pequena família, um confessionário com exorcismo e muito carinho. 

 Com uma pausa, ou recreio ou  merenda ou comilança,  com gostosuras e travessuras. E muito papo gostoso como a vida é. Então...segunda-feira, 14 horas, na Neiva, nossas aulas se transformaram em amizade coletiva, aquele tipo de amizade grupal.  

Chegou a pandemia. As Gatas não saíram mais para o teto de zinco quente. Um vírus assustou todo mundo, aterrorizou os povos, cortou as reuniões de segunda. Mas as Gatas são atualizadas, entraram nos computadores, aprenderam a fazer reuniões, chats, zoom, grupos no Messenger. Não era tudo que queríamos, mas era o que tinha naquela hora. Computadores e celulares, onde o vírus não nos pegava. Nada mais detinha AS GATAS. 

...mas aquilo também era chato.

Precisávamos da presença física, do toque. Das histórias reais de nossas vidas, da terapia cara a car dos nossos encontros, do mexemexe para nossa memória e dos nossos lanchinhos! Ah, os nossos lanches!

Passou. A pandemia foi vencida pela vacina. Saímos para a rua.

Estávamos em 20 de fevereiro de 2023. As reuniões  recomeçaram, timidamente, com um pouco de medo, A pandemia tirou alguma coisa de nós. Ainda não sabemos o quê. Acho que ficamos um pouco brochas. Mas as segundas continuaram, cada semana na casa de uma GATA. Aos poucos, com os assuntos escolhidos com cuidados, voltamos à atividade. 

A Neiva tirou um câncer de mama. está em tratamento. Vamos nos reunir a cada segunda numa casa. Para não desmobilizar o grupo. Duas já fazem um bom papo. três já é grupo. 

 Janeiro e fevereiro, o grupo desmobilizou. Veio o carnaval, e agora estamos fazendo esforços para juntar as cinzas. 

Novos eventos, novos e velhos filhos e netos, famílias, idades, tem a Yeda com novas ideias, vamos ver como vai ficar. Todo mundo muito ocupado. 

Eu sinto falta das segundas das Gatas. A Laia nos convidou para uma galinhada na casa dela, na Praça Osório, centro de Curitiba. Oba! Será que as Gatas vão miar de novo? Novas reuniões?  MIAU. 

                                                                        Curitiba, 20 de janeiro de 2020. 



Gata Chefe no NavioGatas no navio
 Gatas no São João                                                                  
                                                                            Coral das Gatas - Aniversário da Edith - 

Arrumada para LIVE COM COVID


Gatas na Pandemia.                                                                                                                  Máscaras customizadas by Gladis

Migas com Casal LU e JR, Novos. 

Níver da EdithGramado


bellabereg@gmail.com
Curitiba
Gladis Maria Bellagamba Beheregaray
GAÚCHA DE URUGUAIANA


quarta-feira, 13 de março de 2024

2023 - SEM COMPUTADOR, SEM BLOG

 

De repente, uma tontura. 

(E.T. Antes era labirintite, agora não pode mais dizer labirintite, que é uma doença muito grave, tem que dizer vertigem ou tontura, tá bom, dra. Rita de Cassia).

Depois de muita medicação para equilibrar meu cérebro, até acupuntura e florais estou usando, peguei minhas anotações a partir de 20 de fevereiro de 2023, e aqui estou eu, passando para meu  http://bellabereg.blogspot.com.br.

Portanto, vou começar a registrar a partir de 20 de fevereiro de 2023. Vamos ter que nos teletransportar para mais de um ano ao passado. Parece bagunça, mas em seguidinha faremos essa viagem.