MINHA VIDA É UM PALCO

MINHA VIDA É UM PALCO
Somos como atores neste palco que é o mundo, as cenas são os dias e noites, e o roteiro quem escreve é a VIDA!A vida depois dos 60. É começar novo, novos horizontes, um mundo diferente e muito mais LEVE! A gente está sempre começando, sempre aprendendo...E aos 60 anos, a gente nasce de novo! A minha Infância da Maturidade! COMO SERÁ NOS 70?Na minha ADOLESCÊNCIA da Maturidade...CHEGUEI! Cheguei chegando imaginando a vida toda...70 ANOS! BÓRA LÁ QUE A VIDA TÁ PASSANDO!!!E até uma PANDEMIA!Nunca pensei ...De repente, ficar presa em casa, sozinha. Se sair, o CORONA VÍRUS pega. Horrível todo mundo sem se tocar.

sexta-feira, 17 de maio de 2024

EMBAIXO D'ÁGUA - A TRAGÉDIA DO RIO GRANDE DO SUL - MAIO 2024

 

                                                                                                         
Nunca imaginei que passaria por uma pandemia como a COVID, que modificou o mundo. 

E agora, estou abismada com meu Rio Grande do Sul. 

Há pouco mais de dois meses, eu chegava no Aeroporto de Porto Alegre, pegava o Aeromóvel  e o Trensurb para chegar à Rodoviária e pegar um ônibus, para Uruguaiana, minha Cidade Natal; viajar olhando as indústrias, as pastagens, osbichos, cidades e campos do meu Estado, como sempre eu faço, paisagens que

 me acalmam a saudade no coração.                         

Pois hoje tudo isso está embaixo d'água. É o que vejo nas reportagens da mídia local de lá. Impossível imaginar o Salgado Filho, tão lindo, novo, dizia PORTO ALEGRE AIRPORT, em letras prateadas.Nosso Aeroporto estava tão lindo, tudo novinho. Agora... As lojas, as áreas de embarque, desembarque, alimentação, os Free Shops, estacionamento, ruas, passarelas - tudo, tudo embaixo d'água. até aviões que não puderam sair antes da quantidade de água que estourou o Guaíba. A Estação Rodoviária, eu ainda tinha elogiado o espaço para os viajantes, vou ver a foto para colocar aqui. Tudo tudo, como um brinquedo, imerso dentro de uma grandiosa lagoa de água vermelha. 

Alguns dias antes dessa tragédia na capital do Estado, eu chorava ao ver Candelária, uma cidade tão linda, virando uma barragem. Eu passei minha vida em Uruguaiana com enchentes do Rio Uruguai, grandes chuvas alagavam as cidades ribeirinhas, mas eram correntezas que passavam . Nunca vi uma cidade sumir.  Agora, era aterrorizante. As chuvas derramavam água sem cessar, enxurradas, corredeiras, e os rios do Alto Taquari estavam com volumes de água nunca vistos. Eu tinha medo, aquilo que é bem egoísta, porque tenho irmã e família lá, um medo de que Santa Maria fosse alagada também. Os rios tão cantados em prosa e verso, se transformaram em dragões se espichando com  línguas de água levando tudo. As pessoas fugiram como nos filmes de Terremotos, Maremotos, Tsunamis...A Vida em primeiro lugar.  Foi uma corrida pra salvar AS PESSOAS. Temos cidades varridas pela água. E seus habitantes vivendo em abrigos públicos, em ginásios, escolas, nas casas de amigos, SÓ COM A ROUPA DO CORPO. Os Bombeiros com barcos salvando vidas. Voluntários em todo lugar ajudando para mandar provisões onde faltam. Hospitais embaixo d'água. Supermercados embaixo d'água. Água e comida e roupa para muitos milhares de pessoas, como?   Um filme de guerra.  

Jamais imaginaria que PORTO ALEGRE, a minha capital de juventude e eterna, o Guaíba com o mais lindo Pôr de Sol do mundo, tivesse toda a região central se transformada no LAGO GUAÍBA. Eu vi uma operação de GUERRA se formar no Brasil para defender o RS.

FILME DE TERROR. FILME DE HUMANIDADE.

Foi se formando uma IMENSA rede de solidariedade. Os VOLUNTÁRIOS apareceram, surgindo de todos os cantos do Estado e de fora dele. Abrigos para as pessoas. As crianças.  Para os cães, gatos. Doações de comida, de roupas, colchões, cobertores.  Exército, Marinha, Aeronáutica.   

 Casas, prédios, que não foram alagadas, mas sem luz, sem água, as condições de uma tragédia afeta todos. 

Cidades do Rio Grande do Sul. desaparecerem. Simples. Desapareceram. 

As doações chegando, falta tudo, voluntários fazendo a diferença. Imaginem. O Governo tentando focar no apoio a um povo que perdeu até a identidade. começar do zero. Vimos o Brasil preocupado com o o RS. Os militares fazendo pontes flutuantes onde antes havia gigantes de concreto e que as águas levaram. 

Não podemos imaginar se podemos falar em futuro. O presente é imperioso. Sobreviver. 

Sobreviver, agora é o imediato.        


Curitiba, 17 de maio de 2024.

segunda-feira, 29 de abril de 2024

POR ENQUANTO

 

                  Por enquanto , eu estou tri feliz por poder dirigir e ir aonde quiser e estiver com vontade. Como, por exemplo, ir ao supermercado só  para passear e achar gente. Fui.

                                                                                                                                                                                                                                                     Encontrei uma colega de hidro num desses encontros planejados. Ela estava comprando doação para os moradores de rua. Entre óleo de soja e material de limpeza, tinha muitas linguiças para um sopão. Às vezes, um sopão é a única comida quente que esse povo  come no dia. Eu queria dizer pra ela que nós, AS GATAS, também temos um grupo da igreja que faz doação, a Edith coordena, pessoas em situação de vulnerabilidade, nome novo pra gente carente de tudo, mas quem diz que consegui lembrar o nome da igreja. Nós rimos muito, porque ela também, com mais de 70, não lembrava meu nome, nem eu o dela. A senhorinha da nossa frente, no caixa, precisou recorrer ao celular para lembrar a senha do cartão para pagar as compras ( isso tudo acontecia na fila das prioridades!!!). No celular, o nome da filha. Com a senha do cartão. Boa ideia, eu e a amiga vamos aproveitar e gravar nossas senhas para o futuro, no nome dos filhos. Se não esquecermos.                                                                                 No caso da colega, foi mais fácil me lembrar: ela tem uma loja aqui no Vila Izabel, SHIRLEY, que demorei um pouco, mas consegui falar. Aquela coisa de  associação: uma coisa leva à outra. O meu nome, eu tive que dizer, pois não tenho uma loja de roupas de festa, como o da Shirley. Levamos tudo na gozação, vamos fazer novo grupo, " As Esquecidas da Hidro". 

E com muita emoção e gratidão, agradecemos aos nossos anjos que , POR AINDA, POR ENQUANTO, podemos ir sozinhas ao supermercado e usar o celular. 

POR ENQUANTO, 

SABEMOS O CAMINHO DE CASA.   

INSTITUCIONALIZADO "O DIA DAS GATAS"

 


                                                                 AS MIGAS GATAS



O que significa INSTITUCIONALIZAR? 

Oficializar, legalizar, legitimar, sancionar, regularizar, reconhecer, certificar, autenticar.

Foi isso que fizemos. Nós, as Gatas. 

Segunda-feira, o dia, ou melhor, a tarde da reunião das Gatas. 

Meu grupo, agora conhecido no Whats Up como MIGAS GATAS, foi fundado em 5 de dezembro de 2015. Começou com o objetivo de nos reunirmos fora da Universidade da Maturidade do Positivo, onde estudávamos ESPIRITUALIDADE todas as segundas com o professor Renato Barbosa. 

Formamos uma panelinha e saíamos para tomar chá, chopp ou jogar mexemexe na casa de alguém. 

Quando o professor Renato saiu do Positivo, as aulas ficaram sem graça e decidimos continuar a panelinha com os encontros esporádicos para festiar. Tivemos uma época na casa escolhida pela professora Psicóloga Sandra Moreira, nossa coordenadora na Universidade e até hoje uma guru na minha vida. Tivemos um profe psiquiatra maravilhoso que também ficou chato. Tivemos um filósofo poeta também muito bom. Mas ainda não era o que queríamos. Fomos para o C Consultório de Psicologia da Neiva Salvadori, Gata Psicóloga coordenadora de assuntos psicológicos e de interesse, tipo Máscara, Sentimentos, Depressões, e tudo que era imediato, política, bordado, economia, comida, direita e esquerda com o centro sempre na atualidade. Família, família, família. De repente, o grupo se transformava em uma pequena família, um confessionário com exorcismo e muito carinho. 

 Com uma pausa, ou recreio ou  merenda ou comilança,  com gostosuras e travessuras. E muito papo gostoso como a vida é. Então...segunda-feira, 14 horas, na Neiva, nossas aulas se transformaram em amizade coletiva, aquele tipo de amizade grupal.  

Chegou a pandemia. As Gatas não saíram mais para o teto de zinco quente. Um vírus assustou todo mundo, aterrorizou os povos, cortou as reuniões de segunda. Mas as Gatas são atualizadas, entraram nos computadores, aprenderam a fazer reuniões, chats, zoom, grupos no Messenger. Não era tudo que queríamos, mas era o que tinha naquela hora. Computadores e celulares, onde o vírus não nos pegava. Nada mais detinha AS GATAS. 

...mas aquilo também era chato.

Precisávamos da presença física, do toque. Das histórias reais de nossas vidas, da terapia cara a car dos nossos encontros, do mexemexe para nossa memória e dos nossos lanchinhos! Ah, os nossos lanches!

Passou. A pandemia foi vencida pela vacina. Saímos para a rua.

Estávamos em 20 de fevereiro de 2023. As reuniões  recomeçaram, timidamente, com um pouco de medo, A pandemia tirou alguma coisa de nós. Ainda não sabemos o quê. Acho que ficamos um pouco brochas. Mas as segundas continuaram, cada semana na casa de uma GATA. Aos poucos, com os assuntos escolhidos com cuidados, voltamos à atividade. 

A Neiva tirou um câncer de mama. está em tratamento. Vamos nos reunir a cada segunda numa casa. Para não desmobilizar o grupo. Duas já fazem um bom papo. três já é grupo. 

 Janeiro e fevereiro, o grupo desmobilizou. Veio o carnaval, e agora estamos fazendo esforços para juntar as cinzas. 

Novos eventos, novos e velhos filhos e netos, famílias, idades, tem a Yeda com novas ideias, vamos ver como vai ficar. Todo mundo muito ocupado. 

Eu sinto falta das segundas das Gatas. A Laia nos convidou para uma galinhada na casa dela, na Praça Osório, centro de Curitiba. Oba! Será que as Gatas vão miar de novo? Novas reuniões?  MIAU. 

                                                                        Curitiba, 20 de janeiro de 2020. 



Gata Chefe no NavioGatas no navio
 Gatas no São João                                                                  
                                                                            Coral das Gatas - Aniversário da Edith - 

Arrumada para LIVE COM COVID


Gatas na Pandemia.                                                                                                                  Máscaras customizadas by Gladis

Migas com Casal LU e JR, Novos. 

Níver da EdithGramado


bellabereg@gmail.com
Curitiba
Gladis Maria Bellagamba Beheregaray
GAÚCHA DE URUGUAIANA


quarta-feira, 13 de março de 2024

2023 - SEM COMPUTADOR, SEM BLOG

 

De repente, uma tontura. 

(E.T. Antes era labirintite, agora não pode mais dizer labirintite, que é uma doença muito grave, tem que dizer vertigem ou tontura, tá bom, dra. Rita de Cassia).

Depois de muita medicação para equilibrar meu cérebro, até acupuntura e florais estou usando, peguei minhas anotações a partir de 20 de fevereiro de 2023, e aqui estou eu, passando para meu  http://bellabereg.blogspot.com.br.

Portanto, vou começar a registrar a partir de 20 de fevereiro de 2023. Vamos ter que nos teletransportar para mais de um ano ao passado. Parece bagunça, mas em seguidinha faremos essa viagem.






sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

ÍNDIO BRAVO

 

13 de fevereiro de 2024

TERÇA FEIRA DE CARNAVAL


Dei TCHAU pro Olavo, meu irmão.

Olavo morreu, numa terça-feira de carnaval.

Foi velado na Câmara Municipal de Uruguaiana.

Como sempre gostou de fazer as coisas:  APARECENDO. MARCANDO PRESENÇA.

Gostava de aparecer. Era muito bom nisso.

Talvez seja mania de BELLAGAMBA. 

Assim como meu outro irmão Candido, Olavo sempre foi exibido. E MUITO INTELIGENTE. 

Tivemos muita história, quando ele, o Olavo, era pequeno. Lembro dele até o fim da adolescência. Muito parceiro da minha família. Amigo. Muito amigo. Meu marido tinha muito carinho por ele. Como um filho pra nós. Depois, cresceu Fazendo Feira de Ciências com meu filho Luciano.  Casou, teve filhos, ainda estive um tempo com elas, as gurias. Depois, outras fases que acompanhei de longe. 

.Eu o chamava de ÍNDIO BRAVO, BRAVO de VALENTE, INTELIGENTE, AFETUOSO. 

Olavo me chamava de GLADES, com E. É a última referência entre nós. Uma semana antes de morrer.

Meu ÍNDIO BRAVO. 

Morreu aos 63. anos. 


 

11 de fevereiro de 2024

DOMINGO DE CARNAVAL


Nem parece que é carnaval em Curitiba.

Se eu estivesse em Uruguaiana, estaria fantasiada, na frente da casa da mãe, jogando água nos argentinos que passavam de carro para serem molhados e reclamarem que estavam molhados... 



terça-feira, 25 de julho de 2023

ALÉM DO TRIVIAL

 

No início, foi apenas um programa. Ir ao cinema é um passeio trivial. Não para nós, AS GATAS. Tarde de segunda, vamos ver BARBIE ? Eu não conhecia o Jockey Plaza. Éramos só 4. Bóra lá.

Gostamos de participar de eventos que reúnem as massas, seria futilidade um filme infantil? E a Barbie faria 50 anos? Estaria com dores e enrugada? Sempre com aquele corpo de miss? Cabelo loiro, olhos azuis, sapatinhos de salto? Com aquela casa linda que nem toda mãe consegue comprar para a filha... 

Quem vai? Por que vai? Como, quando, onde? Um cinema não custa pouco, é hoje dentro de um templo de consumo, só uma praça de alimentação e uma loja com luzes e brilhos explodem o cartão de crédito. R$ 28,00 uma caixa repartida ao meio pra pipoca doce e pipoca salgada. Média. 

Por que não esperar o filme na TV, na Net, no computador, ou no celular? Simples: Não podemos perder o movimento, o desfile de modas e neste, o cor de rosa dos sapatos às roupas, casacos, pompons, bolsas... É dia de BARBIE, a curiosidade do inédito é desconcertante. 

Lá estávamos nós, num mar de gente feliz, a energia da BARBILÂNDIA contagiando, as vovós e amigas senhorinhas enfiadas numa caixa rosa, com balões rosa , tons de rosa e camiseta original de Barbie. Não tem como fugir do contexto.                                             

                                                                                                                                                                                                             Queremos surpresas, brilhos, batons rosa choque, emoção e delírios. Somos levadas pela energia barbilíndia, esquecemos dos joelhos e corremos para entrar logo, pois  começa o filme e lá está BARBIE. 

Eu já vi muitas Barbies. Desde as primeiras, tenho duas gurias que ganharam bonecas e...  A BARBIE.  Muitas Barbies, mas cada uma era A Barbie. As amigas tinham Barbie. Nas festas, presente era Barbie. Natal, Barbie. Agora sou vovó e ainda compro Barbie. Algumas sobreviveram, outras ficavam sem roupas, tinham os cabelos cortados ou amados e copiados. Passados mais de 5 décadas, as  Barbies, estão em todos os estilos, assumiram todas as profissões, raças, esportes; tem rainhas, princesas, gordas, astronautas,  sereias, borboletas, cadeirantes, e surgiu um KEN para acompanhar a Barbie, e um Alan. Eles, também, assumiram papéis; salva vida, surfista, ciclista, todos que a Barbie precisa. Eles amam a Barbie.

Começa o filme no mundo perfeito, maravilhoso, cor de rosa com casas, clubes, lojas, mares, coqueiros, refrescos e copos, acessórios,  o mundo da Barbie . 

Não posso nem devo contar o filme. Mas deu muito pano pra manga. A BARBIE  atravessa o portal pra dimensão real dos humanos. E fica chocada ao se deparar com as meninas que brincavam de Barbie e que agora estão sem tempo e condições  para realizarem os sonhos. 

Na expectativa de um filme infantil, ficamos com muitos assuntos para discutir. Estamos num momento muito delicado, qualquer opinião pode ser entendida como preconceito, falar de feminismo ou machismo seria discriminação, até a palavra fascista passou a ser estupidamente banal. 

Com todo o cuidado de manter a sétima arte que é o cinema na sua função artística, exploramos o evento com todo o respeito às lembranças de cada Barbie com quem convivemos, e entre donuts, cafés, chopes, pipocas, doces e travessuras, ficamos observando fora da sala do cinema: roupas pretas, maquiagens pretas, saltos finos e altíssimos, roupas coloridas com muito rosa, roupas e corpos de Barbies (e pensar que fomos e usamos tudo isso), porque é  importante ver alegria no mundo. Também.

Uma tarde que precisa ser contada aqui. Registrada sem medo de ser feliz. Cor de rosa.